<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208</id><updated>2012-02-09T02:02:56.057-08:00</updated><category term='As Aventuras de Balur'/><category term='Os Contos de Biodak'/><category term='Medieval'/><category term='Taverna do Bardo'/><category term='menestréis'/><title type='text'>Erva-de-fumo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-4883656471888005780</id><published>2011-05-14T06:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T06:47:04.999-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Contos de Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - Cinco criaturas do norte</title><content type='html'>&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Durante séculos o povo de Hur viveu recluso em seu próprio reino. As terras eram demarcadas ao sul pelas Montanhas Altares, ao oeste pelas Colinas Lunares, ao leste pelas Montanhas Caldir e, por fim, delimitadas ao norte pelo Paredão de Akina.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Somando com a história dos pequenos de Nerdick, e com os humanos em Wadoj, a história dos elfos de Hur é a terceira a tratar de êxodo. Ela conta como eles abandonaram o reino, seguiram a estrada Perk e se tornaram o Povo do Lago. Nesta primeira parte são mostradas as criaturas que causaram a fuga pelas Montanhas Caldir.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s1600/separador.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="16" src="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s200/separador.PNG" width="52" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O rei alisava seu manto de seda tentando se lembrar da última vez que o tinha usado. As assembleias eram raras, assim como as decisões provindas das mesmas. Os representantes de cada distrito se reuniam para, durante dias, tratarem dos problemas do reino.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O assunto em pauta parecia novo e mais polêmico que os anteriores. Nada que por si só chamasse a atenção do rei, que começara a admirar um pássaro construindo um ninho em uma das janelas do salão.&lt;br /&gt;- Vossa Majestade quer dar sua opinião?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;A voz do conselheiro Aldo trouxe o rei de volta a realidade. Dezenas de olhos ansiosos encaravam o herdeiro da coroa, sentado na ponta da mesa bronze.&lt;br /&gt;- Bem, poderiam me colocar a par dos fatos? – perguntou o rei, visivelmente perdido no assunto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os representantes trocaram olhares apreensivos enquanto Aldo fazia um resumo do que havia sido discutido. &lt;br /&gt;- Erani, o representante do distrito de Altar, propôs a exploração da estrada Perk além das Montanhas Caldir.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Um burburinho tomou conta do salão. Erani começou a discutir com alguns representantes que discordavam de sua proposta. O rei entendeu o porquê de tanta polêmica.&lt;br /&gt;- Vejo que o problema que enfrentamos nesta assembleia – começou ele, fazendo o salão se silenciar. – envolve mais que interesses individuais. O que o nosso companheiro de Altar propõe é explorar a estrada Perk, correndo o risco de terminar como nossos antepassados que ousaram transpor aquelas montanhas...&lt;br /&gt;- Vossa Alteza me perdoe, mas tenho que frisar... – de repente Erani parou e percebeu o insulto que cometia ao interromper o líder. Porém o rei não pareceu se importar e acenou para que o representante continuasse. – Recordo-me bem das histórias sobre nossos antepassados que nunca voltaram ao passar pelas Colinas Lunares, ou ao tentar transpor as Montanhas Caldir. Mas os tempos são outros e os perigos que um dia dominou tais regiões, hoje podem estar extintos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os representantes voltaram à discussão, alguns inconformados, outros a favor de Erani. O falatório foi interrompido por um jovem mensageiro que entrou apressado pelo portal principal. Estava sujo e cansado de uma longa viagem. Passou correndo pelo tapete vermelho que atravessava o grande salão real. A luz do dia começava a abandonar o salão e as sombras das poltronas se alongavam pelo chão de pedra polida.&lt;br /&gt;- Mensagem do Paredão! – gritava o mensageiro, ao chegar perto do rei. – Tenho uma mensagem do Paredão de Akina!&lt;br /&gt;- Tragam água e providenciem hospedagem ao nosso jovem aqui – disse o rei a um grupo de camareiras que assistia a assembleia. – E você, mensageiro, transmita a mensagem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O jovem tomou fôlego e falou pausadamente.&lt;br /&gt;- Os observadores da segunda torre de Akina avistaram uma criatura. Uma grande criatura. Disseram que ela voava sobre as árvores do paredão e, por vezes, descansava nas rochas e observava a torre.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O mensageiro parou e tomou a água que a camareira havia buscado.&lt;br /&gt;– E também afirmaram que um incêndio se formou no paredão, exatamente no local onde a criatura sobrevoava.&lt;br /&gt;- Quando tais fatos ocorreram? – perguntou o rei.&lt;br /&gt;- Há duas semanas.&lt;br /&gt;- Duas semanas? – bradou o rei, espantado. – São três dias a cavalo da segunda torre até aqui! Por que demorou duas semanas para transmitir a mensagem?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Trêmulo, o jovem tomou outro gole d’água.&lt;br /&gt;- O problema é que essa criatura foi embora logo após o incêndio e não se mostrou durante uma semana. Porém, após este prazo, ela voltou a ser avistada e acompanhada de mais quatro dela. No dia seguinte fui enviado a cada distrito, levando a mensagem da criatura e alertando para a evacuação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Um novo pesar caiu sobre os olhos do rei. Percebeu que algo maior residia na mensagem do jovem.&lt;br /&gt;- Evacuação? – perguntou ele, com a voz embargada. – Tem certeza que a ordem que lhe deram em Akina foi de evacuação?&lt;br /&gt;- Sim, Alteza. – o jovem parou de novo. Fazia um tremendo esforço para transmitir aquelas palavras. – Quando a mensagem me foi passada, o distrito de Akina reunia exércitos para enfrentar as cinco criaturas, que voavam para a cidade queimando tudo a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s1600/separador.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="16" src="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s200/separador.PNG" width="52" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os pastos ao longe ardiam em chamas. O comandante Daroy tomou a frente do campo de batalha. Ele sempre imaginou que um dia algo parecido iria acontecer. Havia um motivo de seus antepassados terem construído torres de vigilância na região do Paredão de Akina. Aquelas criaturas deviam ser a ameaça que rondou Hur centenas de anos atrás.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy colocou o binóculo e avistou o pasto adiante. Nenhum sinal das criaturas. Com certeza iriam atacar de surpresa. Era hora de preparar os soldados. Muitos tinham atendido ao chamado de alerta, vindo de distritos vizinhos. Daroy achava que poderia conter as criaturas, enquanto o resto do reino evacuava.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O comandante montou seu cavalo e começou a andar em frente o pelotão.&lt;br /&gt;- Guerreiros élficos de Hur, hoje é nossa responsabilidade proteger nosso reino. É nossa responsabilidade conter as criaturas enquanto nossas mulheres e crianças procuram um lugar protegido nas montanhas – Daroy parou e lançou o olhar ao norte. Algo parecia se mover nas chamas. Tinha de terminar o pronunciamento. – Hoje lutaremos não só pelo rei, mas por tudo que é nosso por direito. Não deixaremos que as criaturas do norte nos atinjam, pois estamos preparados. Estamos preparados para conter o que for. Em nome de Hur!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os gritos dos soldados ecoaram pelo pasto. Gritavam “Hur!”, com toda a força de seus pulmões. O comandante fez um sinal e os gritos cessaram.&lt;br /&gt;- Hoje não somos maridos, não somos empregados, não somos apenas elfos. Somos os elfos de Hur e mostraremos não só força, mas sabedoria!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Mais uma vez os soldados comemoraram e gritaram o nome de Hur. Tambores tocaram invadindo o campo de batalha com o hino do reino. Estavam preparados, para o que fosse.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Uma trombeta soou e os tambores e a gritaria cessaram. Os soldados ficaram a postos, com visão focada nas asas que sopravam o fogo logo à frente.&lt;br /&gt;- Arqueiros, preparar! – gritou Daroy. – Apontar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Finalmente a criatura saiu das chamas e voou alto pelos céus, em direção ao pelotão. Era gigantesca, as asas pareciam de morcego, tinha chifres de marfim na cabeça e por toda coluna vertebral. Batia com força intimidadora as asas, preparando as garras dos pés para atacar os soldados.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O comandante engoliu em seco ao ver a criatura, era muito pior do que jamais teria imaginado. Colocou todas as suas esperanças nas flechas dos arqueiros. Esperou a criaturas descer dos céus. Foi quando ela deu um rasante sobre o pelotão que ele gritou.&lt;br /&gt;- Fogo!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Centenas de flechas invadiram o céu, atingindo a criatura. Mas nenhuma surtiu efeito e o monstro voou sobre os soldados, derrubando-os com suas garras. Novamente voltou aos céus.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy observou o grupo de soldados caídos e pegou seu arco.&lt;br /&gt;- Preparar! – sua ordem foi repetida pelos oficiais espalhados pelo campo. – Apontar!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Novamente o monstro desceu dos céus, mirando um grupo de arqueiros no meio dos soldados. O comandante gritou “Fogo!”, e mais uma vez as flechas ricochetearam nas escamas na gigantesca criatura. Ela sobrevoou os soldados e, de suas narinas, surgiram labaredas de fogo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os arqueiros correram pelo campo de batalha, ardendo em chamas. Daroy preparava-se para o ataque, quando a trombeta voltou a soar. Virou o cavalo para o norte e viu outras três criaturas voarem pelo campo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy acenou para os oficiais que comandavam os canhões. Esperou. Os monstros avançavam de maneira determinada. Esperou. De súbito as criaturas pararam e aterrizaram logo à frente. Centenas de olhos élficos as observavam, sem terem a mínima ideia do que viria depois. Elas abaixaram o corpo e praticamente se deitaram nos campos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O comandante abaixou seu arco e olhou através do binóculo. Os monstros estavam com a respiração ofegante, igual a crianças com asma. Pensou que talvez haviam desistido. Tolo pensamento. Uma repentina fumaça saiu das narinas de cada criatura e inundou o campo. Era impossível enxergar. Os tiros de canhão surgiram sem autorização do comandante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy chicoteou de leve seu cavalo e saiu em disparada pela fumaça. Ultrapassou corpos em chamas e soldados que corriam para todos os lados, hipnotizados pelo medo. Até que conseguiu sair da fumaça. Olhou para o alto e avistou as criaturas  voando alto, mirando sem errar e mergulhando o exército em chamas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Em um movimento inútil, empunho seu arco. Seus pensamentos eram outros. Não conseguia se importar com os soldados, nem com o reino, nem com aquela batalha. Só pensava na mulher e nas crianças. Talvez o ato de mirar no casco impenetrável das criaturas significasse algo em sua mente. Absorto em seus pensamentos, não ouviu o leve pouso do monstro atrás de si. Sentiu um calor infernal, como se o mundo inteiro fosse uma enorme bola de fogo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy abaixou o arco e virou o cavalo em direção à criatura. Ficou frente a frente com o monstro que destruiria grande parte de Hur. O grande lagarto bufava e tinha o olhar distante. Olhos brancos, cegos. Daroy abaixou a cabeça, quando a gigantesca pata o atingiu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;E o fogo cessou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-4883656471888005780?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/4883656471888005780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2011/05/os-contos-de-biodak-cinco-criaturas-do.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/4883656471888005780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/4883656471888005780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2011/05/os-contos-de-biodak-cinco-criaturas-do.html' title='Os Contos de Biodak - Cinco criaturas do norte'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s72-c/separador.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-7081226836665762186</id><published>2010-10-10T21:08:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T21:11:23.290-07:00</updated><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte XII</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SpsxByrXB7I/AAAAAAAAAgc/QxPhDMX85kI/s1600/estrada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SpsxByrXB7I/AAAAAAAAAgc/QxPhDMX85kI/s320/estrada.jpg" width="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O fim de uma jornada...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ele. Mas afinal, quem era ele? Fiquei pensando nisso por um bom tempo. Contei a ele como havia caído da árvore, então, ele me contara que um ent, um pastor das árvores, me levara até sua casa. Perguntei muitas coisas, para esclarecer todas as minhas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Antes que me faça mais alguma pergunta. Meu nome é Thangórion. Ao lhe ajudar, acabei encontrando duas cartas, uma já aberta e queimada na ponta, e outra ainda selada. Mas fique tranqüilo, não abri e não li nada, em respeito a você, caro hobbit”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após apresentações e esclarecimentos, me apresentei, apenas dizendo meu nome. “Meu nome é Balur. Uma das cartas é para você, pelo menos acredito que seja para você. Trago uma carta de Telárius, este nome significa algo?”. Ele se espantou um pouco. Disse a Thangórion para pegar a carta e abri-la, afinal, ele me parecia ser amigo do velho Telárius.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Telárius? Não o vejo há muitos anos...” Ele parou de falar, murmurou mais algumas palavras, e por um longo tempo, ele ficara pensando. Thangórion abriu a carta, se sentou e a leu atentamente. Alguns resmungos depois, ele ficara perplexo e me falara muitas coisas, durante um tempo considerável, tempo suficiente para me dar fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu caro hobbit, sorte ter chegado aqui com isto, pois ao pequeno sinal de fraqueza, alguém poderia ter lhe roubado o mapa. Preciso encontrar Telárius, e com certa urgência.” Ele me mostrou algumas partes do mapa, e as runas de uma língua estranha, que ele me dissera ser de antigos anões, habitantes das Montanhas Sombrias. “Passarei alguns dias tentando decifrar algumas palavras. Você pode se acomodar em minha casa durante esse tempo. Depois disso, voltaremos para encontrar Telárius. Se prepare, será uma longa viagem.” Assim, ele concluiu e por um longo tempo as conversas terminaram, o silêncio pairou sobre aquela velha casa, apenas os pássaros eram ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e meus sonhos. O que significava aquilo tudo? Por que Thangórion estava neles? Certa vez fiz algumas perguntas para ele. “Sabe Balur, você agora é parte de algo maior, algo muito grandioso está para ser revelado. Você estava designado a carregar este mapa até aqui, dessa forma, os sonhos serviram para que você deixasse seu lar, e viajasse uma longa distância até aqui. Da mesma maneira, Telárius estava designado a conhecê-lo e mesmo sem saber se era bom ou mau, ele lhe entregara um mapa antigo, que pode trazer prosperidade ou grande perigo.” Depois das palavras de Thangórion, a água que parecia turva para mim, começou a ficar límpida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo caminhou como esperado. A promessa de partir em alguns dias fracassara. Alguns anos se passaram desde minha chegada. Thangórion viajava e ficava fora por semanas, nesses intervalos, eu ficava sozinha em sua casa, lia muitos livros, fumava muita erva e escrevia parte das minhas memórias. A promessa de partir era sempre repetida por Thangórion, mas tive paciência, até que finalmente partimos. Lá estava eu, voltando para minha casa nas colinas, para o meu jardim, minha grande cerejeira, minha cerca coberta de flores na primavera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Assim, terminam algumas de minhas memórias. Uma aventura que no fim, foi mais uma grande viagem, sem muitos contratempos. Meses depois de minha partida do Condado, cheguei a uma velha casa, conheci um grande amigo.&amp;nbsp;Thangórion&amp;nbsp;era o velho que eu procurei por meses, mas uma aventura terminara e outra estava prestes a começar. Eu e Thangórion viajaríamos para a casa de Telárius, para lhe contar as novidades. Mas esta é outra história, é mais outra aventura do hobbit andarilho.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Arthur Damaso&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-7081226836665762186?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/7081226836665762186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/10/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7081226836665762186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7081226836665762186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/10/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte XII'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SpsxByrXB7I/AAAAAAAAAgc/QxPhDMX85kI/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-5384326937830858778</id><published>2010-09-26T15:45:00.000-07:00</published><updated>2010-09-26T15:48:32.576-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte XI</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/Sq7JhXdIDmI/AAAAAAAAAhs/qBElLuyOssM/s1600/estrada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/Sq7JhXdIDmI/AAAAAAAAAhs/qBElLuyOssM/s320/estrada.jpg" width="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seguindo a fumaça...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Longas caminhadas diárias. Era muito pra mim. Antigamente, a única caminhada que eu fazia, era para a estalagem Dragão Verde, ou então, para o moinho — do já falecido Feitor — pegar farinha, para fazer um grande e saboroso pão de ló.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses assuntos sempre me deixavam com mais fome. Em momentos como estes, eu olhava para o horizonte e sempre avistava uma fumaça saindo de alguma chaminé, com certeza alguém estava fazendo alguma delícia, talvez, tomando chá com torradas, comendo torta de amoras... Mas parecia que desta vez, eu realmente estava avistando uma fumaça. Esfreguei os olhos para ver se eles estavam me pregando uma peça, mas não, realmente subia uma fumaça em direção ao céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava bem distante ainda, mas era visível. O problema era que a fumaça estranhamente vinha do interior da floresta. Como conseguiria não me perder? Essa pergunta martelava em minha cabeça, era como um anão batendo na bigorna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei à Narubb qual seria a decisão a tomar. Ela apenas voou e me deixou em meios as dúvidas. “Muito obrigado!”. Assim eu gritei. Os gritos ecoaram, e muitos outros gritos foram ouvidos dentro da floresta. Bem, na carta não havia nada que me impedisse de seguir um caminho por dentro da floresta. Aliás, na carta estava escrito; “Confie nas asas da bela coruja”, Telárius parecia estar errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei então uma longa caminhada, durante certo tempo, consegui seguir a fumaça, algumas árvores atrapalhavam de vez em quando minha visão. Encontrei um riacho, tomei um pouco de água, colhi algumas frutas que cresciam em pequenos arbustos, depois continuei minha jornada. À medida que eu avançava para dentro da floresta, a luz minguava, e assim, minhas esperanças de terminar aquela viagem também. Quem era o velho que povoava meus sonhos? Por que fazer esta viagem para tão longe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava difícil enxergar a fumaça, as árvores tapavam minha visão para fora da floresta, a escuridão crescia diante de cada passo meu. A floresta era muito úmida, somente um anão conseguiria fazer fogo em um lugar como aquele. O vento entrava pela borda da floresta, era frio como o inverno e balançava as árvores como muita força, algumas pareciam até acenar pra mim. Continuei caminhando, foi então, que tive a idéia de subir em uma árvore, para tentar enxergar a fumaça novamente. Aquilo mudaria todo o rumo da viagem, uma completa reviravolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tentar subir na árvore, obtive sucesso. Não havia carvalho, teixo, ou freixo que me segurasse. Era sempre eu a subir nas amoreiras, ou para me esconder durante as festas no Condado. Alcancei o galho mais alto, retirei algumas folhas do caminho. Já era possível avistar as primeiras estrelas brilhando no céu, e a fumaça também, para minha alegria. Um momento, um único momento de descuido... Eu tombei, caindo do alto da grande árvore, e ao cair no chão, meus olhos se fecharam, não pude ver mais coisa alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por quanto tempo fiquei vagando no mundo inconsciente, mas ao acordar, ainda estava bastante tonto e, algo parecia me carregar, o pouco que vi, posso afirmar. “Era um ent.”. Ele me carregava para algum lugar, não consegui ficar acordado ou totalmente consciente para saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando enfim acordei, estava deitado em uma cama, com um pouco de dor de cabeça. Ao lado da cama, um homem — já velho —, fumava um cachimbo, e observava algo pela janela. Quando olhei para ele, consegui me lembrar, era o mesmo velho que aparecia nos meus sonhos, depois que visitei as Colinas das Torres. A primeira coisa que eu disse foi; “Você?!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Arthur Damaso&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-5384326937830858778?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/5384326937830858778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5384326937830858778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5384326937830858778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte XI'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/Sq7JhXdIDmI/AAAAAAAAAhs/qBElLuyOssM/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-7523155571263266452</id><published>2010-09-18T17:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T06:38:57.104-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menestréis'/><title type='text'>Menestréis - 8</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/TJVWtFxj4zI/AAAAAAAAAbE/6F7SjdQhdCc/s1600/capa+livro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/TJVWtFxj4zI/AAAAAAAAAbE/6F7SjdQhdCc/s320/capa+livro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;Leão da Montanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Correndo o dia todo com Bardax, Olívia pensou muito no quanto aqueles ciganos eram diferentes de tudo o que ela já havia visto antes, e em como de certa forma ela se identificou com eles, e teve vontade de voltar e ir para a Tenda Magnífica também. Mas tinha que tentar passar pelo Portão de Evonuque e seguir até Tílitris. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era tarde e Olívia caminhava, para dar um descanso a Bardax. Avistou uma grande muralha de montanhas que bloqueavam a passagem e sumiam de vista do Norte ao Sul. Eram altas e belíssimas, cobertas por um capim verde escuro e poucas árvores, havia areia ao pé da montanha mais baixa. E Oíivia disse a Bardax que iriam por ali, seria mais fácil. Essa cadeia montanhosa era altíssima e tão fria no topo das montanhas que nenhum ser conseguia sobreviver àquelas altitudes, que atingiam as nuvens. A única passagem viável para o Leste era o Portão.&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estava escuro, e eles passavam pela areia, quando avistaram uma figura clara e enorme descendo da montanha mais baixa. Bardax não se assustou, e por isso Olívia decidiu não se esconder nem correr, esperaram. Era um leão. Olívia ficou com medo, mas eles permaneceram parados. O Leão se aproximou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Quem são vocês? O que querem aqui? Há anos não vejo nenhum peregrino por estes ermos. &lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia ficou assustada. Era um leão que falava, ninguém nunca havia contado a ela que leões falavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sou Olívia Dríniel, venho de Árane, e este é Bardax. Queremos passar por um Portão, que deve estar em algum lugar por aqui. Vamos para Tílitris, um país que fica do outro lado desse Portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O Portão de Evonuque... disse o Leão, preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim. Respondeu Olívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Venham para o meu abrigo e posso aconselhá-los sobre isso. Está começando a chover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bardax foi indo na frente, parecia feliz. Olívia confiava no instinto de Bardax, e o Leão parecia ser amigável e sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os três foram para debaixo de uma grande pedra, que tinha pinturas e desenhos em vermelho e azul. O Leão os ofereceu carne de coelho e Olívia tentou acender uma fogueira para assar o alimento, mas as pedras estavam úmidas. O Leão disse que morava ali há muitos anos, antes de Evonuque chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O Portão do Mandingueiro Búfalo fica ali atrás, nesta montanha. Ele vive por aqui, mas o vejo raramente, e nunca nos falamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia e Bardax comiam a carne crua, enquanto ouviam o Leão da Montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Olívia, você terá que mandar Bardax voltar para casa, se quiser atravessar o Portão. O Mandingueiro pode querer aprisioná-lo para usar em suas mandingas, eu já vi muitos cavalos presos por ele, e soltos após anos de cativeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia fez muitas perguntas ao Leão da Montanha, e se convenceu de que levar Bardax para Evonuque não era correto. Olívia quis saber o que ela teria que fazer para passar pelo portão, mas o Leão da Montanha disse que não sabia, e achava que a passagem poderia ser impossível, mas que alguém, algum dia, teria que tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Leão de repente ficou olhando para as pinturas, e Olívia perguntou quem havia desenhado aquilo tudo, e ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Foi feito pelo seu povo, que é o povo de Tílitris e de muitos outros lugares neste Mundo. &lt;br /&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia então se lembrou do que a cigana dissera “falamos a mesma língua, significa que nossos ancestrais são os mesmos”. E eles dormiram, chovia.&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;~&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;p$1&gt;&lt;em&gt;﻿Daniela Ortega&lt;/em&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;/p$1&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-7523155571263266452?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/7523155571263266452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/09/menestreis-8.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7523155571263266452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7523155571263266452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/09/menestreis-8.html' title='Menestréis - 8'/><author><name>Daniela Dias Ortega</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12714615860243741888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-JCPv550Z-C0/TevNO2ZoyQI/AAAAAAAABjM/6Nbd07X7e34/s220/prof.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/TJVWtFxj4zI/AAAAAAAAAbE/6F7SjdQhdCc/s72-c/capa+livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-6469674549582802378</id><published>2010-08-19T14:37:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T14:42:41.209-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte X</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TG2iWGD19BI/AAAAAAAAAqc/Qh0VBKUrWRU/s1600/estrada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TG2iWGD19BI/AAAAAAAAAqc/Qh0VBKUrWRU/s320/estrada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;Um grande reencontro na Floresta de Fangorn...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;É... a companhia de Nórgand durara pouco tempo. Estava novamente sozinho. Logo alcançaria a Floresta de Fangorn. Muitas histórias eu escutava daquela floresta, mas ela parecia ter mudado. Com a chegada da Quarta Era do Sol, muitos lugares que se viam nas sombras, ficaram inundados de luz e prosperidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Onde estaria Narubb? Era uma pergunta que rondava meus pensamentos. Depois de dois dias caminhando entre pedras e alguns arbustos, me vi na borda da floresta. Não era tão assustadora assim, mas era muito grande. Vários dias até que eu atravessasse toda a floresta. Se eu tivesse ido por dentro, não haveria estrada, poderia me perder, não valeria à pena tentar encurtar caminho.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Dei uma olhada para dentro da grande floresta, um vento frio saia de lá, era como o vento que anuncia o inverno, enquanto as folhas caem. Mas, já havia me decidido, tomaria o caminho mais longo, porém, mais seguro. Encostei-me em um velho teixo para descansar. O cansaço tomara conta de mim, então cai em sono profundo. Não durou muito meu descanso, foi quando percebi algo se aproximando, um barulho de asas batendo... Sim, era Narubb! Não poderia deixar de reconhecer uma coruja grande e azul.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Fiquei muito contente em revê-la. Muitos dias haviam se passado desde nosso ultimo encontro. Narubb parecia trazer alguma mensagem, com certeza era de Telárius. Resolvi por não abrir sua mensagem naquele momento, logo pensei... ”Não, melhor não, más notícias de novo.” Naquele momento, tudo parecia tão bom. Como Narubb havia me acordado, segui viagem, apenas para andar mais algumas léguas, antes do pôr-do-sol.&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;O sol já se escondia entre as montanhas, a floresta já estava bastante escura. Narubb havia saído voando, para ver como estavam aquelas terras. Adentrei alguns passos para dentro da floresta, encontrei uma pequena clareira. Lá, recolhi alguns gravetos e acendi uma pequena fogueira. Narubb logo retornou com uma pequena lebre, o bastante para mim, fiquei muito agradecido. Ela logo sumiu novamente, deve ter ido buscar algo para ela comer. Como estava com saudades de Narubb, antes do seu retorno, foram muitos dias comendo frutas, algumas folhagens, mas nada muito apetitoso, tempos ruins, devo ter emagrecido bastante nesta época. Nestas horas, sentia muita saudade de casa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Lá, no alto das árvores, entre uma pequena abertura nas folhagens, eu pude ver o brilho das estrelas no céu, sentir o vento, ouvir o farfalhar das folhas... naquela noite me recordava da minha antiga vida, da tranqüilidade das colinas. Era um pensamento constante. ...Lembro quando eu subia na grande cerejeira, eu olhava as colinas distantes, muitas sumiam no horizonte, eu jamais desejei alcançá-las, mas lá estava eu, muito além de qualquer horizonte, muito além de qualquer colina.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Antes de dormir, resolvi abrir a mensagem de Telárius. O que eu achei que fosse uma decepção, uma má notícia, era na verdade uma belíssima poesia. Estava difícil para ler, pois estava muito escuro, aproximei a folha para perto da fogueira, mas foi uma péssima idéia. Quando me dei conta, o papel pegara fogo, perdi um pedaço da mensagem, mas uma bela poesia estava escrita. Jamais esquecerei tão belas palavras;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A Viagem para o horizonte&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Jamais tema a solidão e a insegurança&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt; &amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Jamais chore pela lembrança.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Rios, planícies, montanhas&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Não tema, quando as coisas parecerem estranhas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Confie nas asas da bela coruja&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Olhe sempre para o céu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Fique esperto caso ela fuja.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Tenho certeza que estás no caminho certo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Perto da floresta, longe do grande deserto.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Atravesse as grandes árvores,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Siga em frente&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Com muita sorte, pode encontrar algum ent.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Sua viagem se aproxima do fim,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mas não se esqueça de me visitar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Estou esperando com bolo e uma xícara de chá&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Entregue minha carta, quando meu amigo encontrar...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Na parte queimada, outras palavras haviam sido escritas, mas as perdi em meio às chamas. Era como se Telárius adivinhasse onde eu estava e como estava me sentindo. Depois de ler, adormeci, e sob as raízes de uma grande árvore, me perdi entre sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Uma noite tranqüila, sob os olhares da floresta, e talvez, de algum ent. No outro dia, logo cedo, continuaria minha viagem, seguindo pela borda da floresta. Muitas léguas me separavam do fim de Fangorn, mas agora, Narubb estava comigo e as palavras de Telárius me indicavam o caminho a seguir.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Arthur Damaso&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-6469674549582802378?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/6469674549582802378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/08/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/6469674549582802378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/6469674549582802378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/08/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte X'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TG2iWGD19BI/AAAAAAAAAqc/Qh0VBKUrWRU/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-1246798914113030221</id><published>2010-08-08T13:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T13:29:07.449-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menestréis'/><title type='text'>Menestréis - 6 e 7</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/TF8Nc0PSBOI/AAAAAAAAAak/Qh0iNcCjJFU/s1600/capa+livro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/TF8Nc0PSBOI/AAAAAAAAAak/Qh0iNcCjJFU/s320/capa+livro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mirante dos Dragões&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desceu do barco e deitou na praia, chegara ao continente a tempo, os barris de água doce haviam acabado um dia antes. E no barco só encontrara cocos e castanhas para comer, dentro de sacos sujos. Desejou enxergar aquele céu, que todos diziam ser azul como o mar, mas um azul diferente. O Menestrel não sabia o que eram as cores, e não entendia quando lhe explicavam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou-se e seguiu para o sertão. Era aproximadamente meio dia, pela intensidade do Sol, mas talvez no continente tudo fosse diferente, não sabia. Estava em uma mata de coqueiros altos, e ouviu o som de um riacho. Foi correndo e cantarolando naquela direção. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Rio brincando no rio e canto em qualquer canto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bebeu muita água e adiante encontrou algumas laranjas. Por todo o caminho, havia árvores com frutas cítricas. Ele se sentia feliz, sempre pulando e cantando. Após uma longa caminhada, tropeçou em um galho, e ralou os joelhos em algumas pedras, sangrou um pouco. Ele chorou como uma criança, rastejou por uns metros e ficou sentado por um tempo descansando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Laranja boa e madura,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;À toa na estrada,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Não é laranja qualquer:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Tem praga, ou está bichada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Azar eu tenho, longe do meu lar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Vou me levantar e dar no pé...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As árvores começaram a ficar diferentes, mais barulhentas e com mais sombra. Estava fresco e era noite. O Menestrel estava com fome, mas se aconchegou na raiz de uma árvore que aparentava ser bem grande. As árvores não o assustaram com todo o alvoroço, ele gostava daquele som que parecia ser maligno, porque no fundo sabia que não era. Ouviu o uivar de animais, mas ficou quieto e dormiu. Estava perto de onde queria estar, mas não sabia disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o sol já quente, o Menestrel acordou e correu até o rio, queria tomar um banho, mas já havia perdido muito tempo. Ele caminhava rápido dando pulinhos alegres, e sabia que já estava perto do Mirante. Percebeu isso porque, seguindo o rio, ouviu o som de uma cachoeira que deveria ser muito alta, isso o fez gritar muito, de uma felicidade inexplicável. Ele estava molhado por causa do vapor e seu machucado no joelho ardia. Lá em cima estava o Mirante dos Dragões, de que tanto ouvira em histórias de Tílitris, que ele mesmo recontava. Não havia dragões no Mundo, mas o Menestrel acreditava que no passado eles existiram, e que moravam ali, onde ele estava agora. O Menestrel acreditava nas histórias de sua avó, que seu pai contava, sobre a possível existência uma passagem por uma gruta dentro da cachoeira, que era o caminho para embaixo do Mundo, e que lá ainda estariam os últimos dragões. Mas ele não entraria ali e precisava continuar a caminhada, escalando um grande paredão de pedras, ao lado da cachoeira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No topo do Mirante e em cima da cachoeira que realmente deveria ser grande pelo tempo que demorou na escalada, o Menestrel imaginou como deveria ser saber o que tinha no horizonte. Ele tirou suas roupas e as torceu, as vestiu e sentiu falta de alguns guizos que ficavam dependurados em sua blusa. Estava calor, e andando ao vento, logo estava seco, foi seguindo o rio e sentiu fome. Tinha que segurar seu chapéu em forma de cone para que não voasse. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Menestrel estava em uma busca que talvez seria impossível. Fugiu de Tílitris para escapar da morte e procurar por Feltris. Mas antes precisaria encontrar alguém. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Na Floresta Azul&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feltris, após ter sido isolado de Árane e de sua amiga Délane pelo bloqueio do Mandingueiro Búfalo, caiu em sombras e desencanto. Os tílitris estavam sem segurança, e foi quando o Alquimista apareceu. Era ambicioso, e ofereceu ajuda a Feltris naquele momento de tristeza. Mas o trapaceiro Alquimista preparou uma tocaia e o mandou para o exílio, que somente a Raposa Velha sabia onde ficava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;O Menestrel estava à procura da Raposa Velha, que vivia na Floresta Azul. Ele já estava na Floresta, mas não sabia. E cantava:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;O canto tem rumo certo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Como o peito aberto esconde o grito.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Já não mais ficarei em mim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Para compor o recado da presença&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Alquimista confiscou todos os bens dos tílitris, e os que se juntaram a ele tinham regalias, e faziam a cabeça do povo, dizendo que Feltris estava longe para cuidar de sua doença, e que o Alquimista era um homem que iria trazer a felicidade de volta a Tílitris. Mas isso não aconteceu. Os artistas e opositores foram perseguidos e enforcados. As pessoas, com medo, obedeciam fielmente ao Alquimista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mãe do Menestrel esculpia em madeira, e foi enforcada por retratar o sofrimento do povo e a saudade de Feltris em suas obras. O Menestrel se revoltou com isso e fez muitos poemas conta o Alquimista, numa tentativa de libertar a mente dos tílitris para que eles pudessem contestar o Alquimista e fazer alguma coisa para trazer Feltris de volta, se ainda estivesse vivo. O Alquimista prendeu o Menestrel e o condenou à guilhotina. Mas ele conseguiu fugir da prisão e escapar da ilha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Menestrel teve a ajuda de um falso aliado do Alquimista, que trabalhava na prisão. O homem disse que havia ouvido umas conversas do Alquimista, em que ele citava Feltris e uma tal Raposa Velha, que poderia estragar tudo porque eles não a encontraram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;O Menestrel comeu algumas ervas cheirosas, e se sentiu exausto, cheio de picadas de formigas e mosquitos. A noite estava chegando e ele se sentiu indefeso, no meio de uma floresta que parecia o guiar a caminhar em círculos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Daniela Ortega&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-1246798914113030221?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/1246798914113030221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/08/menestreis-6-e-7.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/1246798914113030221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/1246798914113030221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/08/menestreis-6-e-7.html' title='Menestréis - 6 e 7'/><author><name>Daniela Dias Ortega</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12714615860243741888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-JCPv550Z-C0/TevNO2ZoyQI/AAAAAAAABjM/6Nbd07X7e34/s220/prof.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/TF8Nc0PSBOI/AAAAAAAAAak/Qh0iNcCjJFU/s72-c/capa+livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-5643450001546106728</id><published>2010-05-26T20:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T03:39:13.931-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte IX</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S_3kNIyUxGI/AAAAAAAAAms/jiJu59FEaD0/s1600/estrada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S_3kNIyUxGI/AAAAAAAAAms/jiJu59FEaD0/s320/estrada.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma Nova Esperança...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; text-align: left;"&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="display: inline !important; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Meus pés ficaram pesados, cada passo parecia uma caminhada de muitas milhas. Estava cansado, minha visão se tornava confusa, como se um grande nevoeiro tivesse pairado sobre aquele lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Minha única ação naquele momento, fora olhar para o céu e ver um vulto, parecia um pássaro... Mas não pude ver, desacordei. Meu sofrimento parecia ter acabado. Não sei que magia ou outra força oculta me ajudara naquele momento, mas meu fim não seria ali, nem daquela forma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Era noite quando acordei, estava encostado em uma mochila. Não consegui ver onde estava, pois a escuridão era muito grande. Ao olhar mais a frente, percebi que havia uma fogueira e um homem sentado de costas para mim. Uma fumaça parecia sair de seu rosto, era difícil de saber, mas parecia ser um cachimbo... Era um cachimbo, o vento soprava contra mim, pude sentir o cheiro de uma boa erva sendo queimada. Ainda estava muito fraco, não consegui me levantar. Entre gemidos e esforços, o homem se virou e eu pude ver sua face.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Fiquei observando-o por algum tempo, mas o silêncio permaneceu por um breve período. Era preciso dizer alguma coisa, mas nada me veio à mente naquele momento. “O que aconteceu?”. Não foram sábias palavras, mas, foi o que consegui dizer, sem muito pensar. O homem se apresentou. Dizia se chamar Nórgand. Era um andarilho, talvez, até um dos guardiões do norte... Fiquei curioso para saber o que havia acontecido. Pedi-lhe para contar como havia me encontrado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;“Eu estava passando por estas terras, indo ao sul, até o reino de Gondor, para a cidade de Minas Tirith. Estava a mando do rei, seguindo um grupo de orcs, que tentavam atacar os Terrapardenses. Mas não consegui segui-los, em uma das noites, perdi totalmente o rastro deles. Foi quando avistei uma enorme ave se aproximar de algo, quando cheguei mais perto, era você. A enorme ave era uma coruja, muito bonita, tentei capturá-la, mas em vão. Ela voou para longe, além das montanhas, não deve mais incomodá-lo. Há dois dias viajo trazendo você comigo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Sim, a coruja com certeza era Narubb. “Pobre Narubb” - Pensei por um breve momento. - “Veio com alguma notícia ou estava tentando me ajudar”. Mas não disse nada à Nórgand. Restava saber onde eu estava. “Já que viajamos há dois dias, onde estamos?”. “Estamos bem próximos de Isengard.” Fora a melhor notícia dos últimos dias. Esperei que Narubb retornasse, mas eu sabia que, enquanto estivesse com Nórgand, ela hesitaria em se aproximar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Depois de dois dias de viagem, chegamos à Isengard. Acampamos próximos da grande Torre de Orthanc, trancada naquela época. Fumamos nossos cachimbos e conversamos. Tudo mudara para mim, poderia ter morrido nas montanhas, mas não parecia ser meu destino. Dormi olhando as estrelas, elas pareciam mais brilhantes naquela noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Mais um dia da Quarta Era chegava. Logo de manhã, Nórgand seguiu para o sul, enquanto eu viajei para o norte, continuando aos pés das montanhas, mas com um horizonte bem diferente. Agradeci muito à Nórgand, ele me trouxe uma nova esperança, se não fosse por ele, não sei se Narubb poderia ter me ajudado. Por falar nela, fiquei esperando ansiosamente seu retorno, o que logo aconteceria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;i&gt;Arthur Damaso&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-5643450001546106728?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/5643450001546106728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/05/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5643450001546106728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5643450001546106728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/05/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte IX'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S_3kNIyUxGI/AAAAAAAAAms/jiJu59FEaD0/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-5592881969177108636</id><published>2010-04-05T20:58:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T06:29:48.436-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menestréis'/><title type='text'>Menestréis - 4 e 5</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/S7jvRBIRjeI/AAAAAAAAAW4/IYpkloyoseQ/s1600/capa+livro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/S7jvRBIRjeI/AAAAAAAAAW4/IYpkloyoseQ/s320/capa+livro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O Horizonte Desconhecido&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao nascer do sol, já estavam no topo da Serra do Rio Forquilha. O Rio Forquilha tinha esse nome porque dele se bifurcavam outros rios, menores e sem nome, chamados de forquilhas, pelos áranes. A Serra era a única paisagem no horizonte que se via de Árane, algumas pessoas trabalhavam por ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era a primeira vez que olhavam para um horizonte além de Árane, e lá pararam para descansar e comer. Do topo da Serra dava para ver onde o Rio se dividia primeiramente em dois, e ia para muito longe, talvez para o mar, ou talvez, de tanto se ramificarem, as forquilhas acabassem em alguma terra seca. Viram muitos campos e pequenos morros, árvores e arbustos, e um grande lago cinzento no pé da Serra, Bardax enxergava com dificuldade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bardax se contentou em mastigar algumas ervas por perto. Olívia comeu uma banana que havia levado, e encontrou frutinhas rasteiras, que tinham ali, achou que eram muito doces. Depois, vestiu um par de meias secas, descansaram um pouco, e desceram a Serra, com cuidado para não escorregarem em lugares muito íngremes. As árvores tortas os protegiam do sol, formando labirintos, e Olívia caminhava à frente de Bardax. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Terminaram a descida, e chegaram ao lago cinzento. Bardax chegou perto e cheirou, mas não havia água, e sim argila. Olívia não sabia o que era argila, e se maravilhou com a textura e o frescor daquele barro diferente. Passou a argila por todo o seu corpo e pelo pêlo de Bardax, para se protegerem dos mosquitos e do sol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia subiu em Bardax e eles seguiram em trote por algumas horas, em um vasto campo florido. Tudo acontecera tão rápido que ela ainda não havia parado para pensar. E começou a sentir certo arrependimento por estar indo para, sabe-se lá onde, e pensou em voltar. Mas não poderia voltar para aquela Árane infeliz, a decepção seria muito grande, ela tinha que tentar fazer algo, por aquelas pessoas sofridas. Não poderiam sucumbir em nome do Palácio de Baleth. Sentiu medo, mas um pouco de vontade também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Caminharam o restante do dia à beira da forquilha do Rio, paravam às vezes para breves lanches. Quando passaram pelos Buritis dos Tamanduás, viram muitos tamanduás diferentes, e Bardax não teve medo daqueles estranhos animais, que os fitavam com estranhamento. Olívia os achou muito belos, mas preferiu não se aproximar. Bardax estava preocupado, pois havia muito brejo, e se atolasse, Olívia não conseguiria ajudar. Os buritis ficaram para trás, e os curiosos animais também, estava anoitecendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com a visão distorcida e suando frio, Olívia sussurou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Bardax, o que é aquilo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Viu uma grande tenda de lona listrada de amarelo e azul no meio da mata, à frente deles. Olívia desmaiou, e caiu de Bardax. O veneno mortal estava se manifestando. Bardax se desesperou, estava sozinho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Os Ciganos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia acordou, estava em uma rede dourada, embaixo de uma árvore cheia de flores amarelas, era uma manhã fresca. Olhou para os lados e viu a grande tenda listrada, agora percebera como era bonita, diferente de tudo o que já havia visto, tudo ali era diferente e encantador. Viu também uma fogueira rodeada de panelinhas de cobre, muito brilhantes, e sentiu um aroma delicioso de comida, um tempero diferente, percebeu que estava faminta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Da tenda, saíram crianças brincando e correndo, e uma cigana ruiva veio até Olívia, que ficou impressionada com as roupas da mulher, e de todos que saíram da tenda atrás dela. Usavam roupas muito coloridas, as mulheres com blusas azuis bordadas em ouro, vestidos de uma linda cor púrpura, saias marrons longas e rodadas, moedinhas douradas faziam um barulho suave e agradável quando andavam. Deram comida para Olívia e falaram com ela&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Meu nome é Olívia Dríniel, venho de Árane, e vou para Tílitris...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A cigana ruiva a olhou com indiferença e disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não sabemos onde ficam esses lugares. Viajamos pelas florestas e não nos metemos nos assuntos de outros povos. Mas falamos a mesma língua, significa que nossos ancestrais são os mesmos, e já é um bom motivo para a ajudarmos no que precisar, prossiga sua jornada quando quiser!, a cigana falava em nome de todos, e eles pareciam ser muito simpáticos e felizes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As mulheres eram baixas, mas o homens eram muito altos, e todos tinham tranças nos longos cabelos negros. Só aquela cigana era ruiva. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um homem se aproximou, tinha um rosto muito diferente, parecia ser nativo dos povos das florestas antigas. Tinha pinturas nos braços e as tranças dos cabelos eram enfeitadas com miçangas douradas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Meu nome é Táreni, e esta é Dúna, minha esposa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O homem falou, acenando para a mulher ruiva. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Estamos indo para a nossa Tenda Magnífica, ao Sul. Lá está o nosso povo. Todos somos artistas, cada um com uma arte diferente, com fogo, fitas, água, ilusões, malabarismos e brincadeiras, instrumentos, voz, e todas as outras coisas que inventamos, disse Táreni. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia sentiu admiração por aquelas pessoas. Perguntou onde estava Bardax, e um rapaz disse que ele estava dormindo. Um rapaz, com apelido de Bobo da Corte, explicou à Olívia o que havia acontecido. As frutinhas doces eram venenosas e ela teria morrido se não tivesse sido tratada por eles, já estavam com os ciganos há uma semana, e só agora ela acordara. Ela agradeceu, e caiu no sono novamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acordou com as lambidas de Bardax, e ficou muito feliz em vê-lo. Era noite, ela se levantou da rede, um pouco fraca, mas feliz por estar ali e admirada com a beleza da música que estava ouvindo. Os ciganos estavam cantando e dançando, tocavam tambores e instrumentos que eles inventavam, feitos de conchas, madeira, pedras, ossos, cabaças, cobre e ouro. Era um som magnífico, Olívia desejou aprender a tocá-los e ficar ali para sempre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todos estavam em festa, e Dúna convidou Olívia para dentro da tenda. Lá, havia várias outras tendas menores, todas listradas, coloridas de azul e amarelo ou vermelho e verde. Elas entraram em uma das tendas e a cigana pediu que Olívia sentasse, e disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você quer permanecer conosco, mas não é uma de nós, e deve cumprir sua missão, seja ela qual for. Se quiser, fique e a ensinaremos nossa música e arte, mas a aconselho a seguir sua jornada amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não entendia como, mas Olívia sabia que a mulher tinha razão, e que era sincera. A cigana usava as palavras “missão” e “jornada”, como se soubesse de tudo. Mas não se interessava pelo o que Olívia falava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não entendo. Como a senhora pode saber tudo isso, sem saber nada sobre mim¿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A cigana mostrou uma bola transparente que estava em cima da mesa, e disse que aquele objeto mostrava o que ela deveria saber. Mas Olívia não viu nada além da transparência do material, que parecia água congelada, mas não era gelo. Elas conversaram mais um pouco e foram lá para fora se juntar à festa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As coisas que os ciganos faziam eram muito belas e interessantes, e sua comida era deliciosa. Isso encantava Olívia e Bardax. Mas tinham que partir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Bardax, durma e coma bastante, porque amanhã antes do nascer do sol, temos que continuar com o pé na estrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não havia estrada alguma, viajaram até agora pelo mato. Olívia se despediu de todos ao final da festa, e ganhou alguns presentes, como um instrumento musical pequeno de madeira com uns furinhos, um vestido de cigana colorido de lilás e marrom, uma panelinha de bronze e uma mochila confortável, pois o saco que ela levara estava se desintegrando, ficou úmido por muito tempo, na tempestade, quando saíram de Árane. Bobo da Corte a explicou o caminho para a Tenda Magnífica, e Dúna frisou o convite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Se algum dia quiser aprender nossa arte, vá para a Tenda Magnífica, e será bem recebida pelo nosso povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No outro dia, Olívia acordou bem cedo e saiu com Bardax, enquanto todos dormiam. Uma anciã estava preparando chá à beira da fogueira, elas tomaram o chá, Olívia agradeceu e foi embora em seu cavalo, sumindo em uma neblina branca e fria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Daniela Ortega&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-5592881969177108636?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/5592881969177108636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/04/menestreis-4-e-5.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5592881969177108636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5592881969177108636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/04/menestreis-4-e-5.html' title='Menestréis - 4 e 5'/><author><name>Daniela Dias Ortega</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12714615860243741888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-JCPv550Z-C0/TevNO2ZoyQI/AAAAAAAABjM/6Nbd07X7e34/s220/prof.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/S7jvRBIRjeI/AAAAAAAAAW4/IYpkloyoseQ/s72-c/capa+livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-8197701002810121427</id><published>2010-02-19T11:05:00.001-08:00</published><updated>2010-02-19T11:20:45.664-08:00</updated><title type='text'>Taverna do Bardo - Parte 4</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S37hJG44jMI/AAAAAAAAAkY/5TyT3RP79bs/s1600-h/bardo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S37hJG44jMI/AAAAAAAAAkY/5TyT3RP79bs/s400/bardo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440032946494409922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A noite fora tranqüila para Alrosth. Dormira sob aquela pequena árvore, junto com seu novo amigo, o qual ainda não sabia o nome.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;Amanhecera. O Sol ainda surgia no leste, foi quando Alrosth acordou, mas o menino ainda dormia. Ele olhou para o menino, viu que era melhor não acordá-lo. Ele não conseguiu ver que árvore era aquela, pois estava muito tarde quando ele se aproximou dela, mas de manhã ele observou que era um choupo, uma árvore que crescia nas terras que nascera. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;Lembranças surgiram como estrelas no entardecer. Alrosth se lembrara da sua família, e porque estava naquela cidade. Rodd havia roubado sua cidade, e, Alrosth se incumbiu da tarefa de ir atrás deste homem. Era de certa forma uma tradição, em que filhos mais velhos tomavam conta de suas aldeias, mas Alrosth estava sozinha nessa empreitada. Ele se perdeu em meio aos pensamentos, estava fora de si, quando foi cutucado pelo menino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Venha logo! Estou te chamando há bastante tempo! ― esbravejou o menino. ― No que estava pensando?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Não era nada. ― respondeu Alrosth, com um olhar triste. ― Apenas lembrei-me de algo quando vi que esta árvore é um choupo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;O menino ficou um tempo sem entender. Por que alguém ficaria parado pensando depois de ver uma árvore? Nada fazia sentido para ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Vamos comer alguma coisa. ― disse o menino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;Alrosth estava com muita fome, mas ele continuava sem saber o nome daquele pobre menino. Não podia continuar assim, na sua aldeia todos tinham um nome, era sinal de respeito ao indivíduo chamá-lo pelo nome. Foi então que ele perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― A propósito. Qual é o seu nome? Creio que ainda não fomos apresentados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;Os dois se olharam por um breve momento. O menino parou para pensar. Até que Alrosth quebrou o silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Meu nome é Alrosth. Venho das Terras do Leste, e você?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Meu nome é... hum... deixe me pensar. É, acho que não tenho um. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Você não tem um nome! ― Alrosth olhou com bastante surpresa para o garoto. ― Todos têm que ter um nome. Vou te dar um nome, pode ser?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Claro! Desde que seja um nome bonito! ― havia brilho nos olhos do menino. ― Mas, ande logo, escolha um nome rápido!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Acalme-se! Estou pensando...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Alrosth ficou imaginando qual nome dar à um pobre menino. No fundo ele tinha pena, mas sentia que podia ajudá-lo de alguma forma, mesmo que dando um simples nome, já seria muito para o menino. Foi quando Alrosth se lembrou de uma palavra de um antigo dialeto de seu povo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Qual é? Qual é? Diga logo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― A partir de hoje você se chamará Héogan. Vem de uma língua antiga do meu povo, que significa “Aquele que vaga”. ― Alrosth olhou para o garoto e sorriu. ― Gostou?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Nossa! Gostei muito! Mas agora, vamos comer alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;Alrosth confiou em Héogan. Acreditou que ele realmente havia gostado do nome. Os dois seguiram por um longo corredor, este que levava para a praça central. A cidade estava ficando cheia. À medida que o sol subia, mercadores e viajantes chegavam à cidade. Alrosth se dirigiu para uma barraca de frutas, comprou algumas, entregou algumas para Héogan e, aproveitou para olhar os arredores, para tentar avistar algo suspeito, mas ele nada viu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;O dia estava lindo. Alrosth resolveu que tiraria o dia para conhecer melhor a cidade. Ele havia esquecido, mas agora ele era amigo de um grande guia, já que Héogan vivia nas ruas da cidade desde pequeno. Foi então que ele perguntou à Héogan:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Tenho uma idéia. O que acha de me mostrar a cidade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Mas, como eu vou pedir dinheiro para os viajantes, se eu ficar o dia todo com você? ― perguntou Héogan um pouco cético. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;― Isso não é problema! ― respondeu Alrosth. ― No fim do dia você será bem recompensado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;Os dois seguiram conversando em direção à uma outra rua, seguiram entre os corredores e ruas de pedra da cidade. Alrosth acabara se esquecendo das tristezas e lembranças que tivera da sua aldeia. Rodd seria encontrado, ele devolveria o que roubou, nisto Alrosth tinha plena confiança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por Arthur, Alcy e Daniela&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-8197701002810121427?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/8197701002810121427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/02/taverna-do-bardo-parte-4.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/8197701002810121427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/8197701002810121427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/02/taverna-do-bardo-parte-4.html' title='Taverna do Bardo - Parte 4'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S37hJG44jMI/AAAAAAAAAkY/5TyT3RP79bs/s72-c/bardo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-5578398566018616078</id><published>2010-01-16T10:17:00.000-08:00</published><updated>2010-01-16T10:23:06.194-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menestréis'/><title type='text'>Menestréis - 2 e 3</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/S1IBvEs_jsI/AAAAAAAAAWs/6TTgnJoTiaE/s1600-h/capa+livro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/S1IBvEs_jsI/AAAAAAAAAWs/6TTgnJoTiaE/s320/capa+livro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A Partida&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia Dríniel estava atrasada para a reunião, porque acabou cochilando, despertou sonhando com o compromisso. Saiu às pressas, com cautela para que não fizesse barulho nas ruas escuras, não poderia chamar a atenção dos guardiões. Chegou à casa de Calisto, todos estavam em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A resposta à pergunta de Liriar havia chegado. Calisto chamou Olívia ao seu lado e a explicou o que haviam conversado até então, com algumas interrupções de quem não havia falado ainda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ninguém, nem mesmo a família Dríniel, percebeu que faltava você aqui. Pedimos desculpas por isso. Mas pode ser que o rei também não perceba sua ausência. E isso é ótimo. Disse Calisto, com o apoio de praticamente todos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia não ficou feliz com o que ouviu daquelas pessoas. Seus irmãos eram homens, e filhos homens eram preferidos em sua família, ela era uma pessoa solitária.  Ela ajudava a cuidar dos cavalos da vila, e seus irmãos cuidavam dos belos cavalos do Palácio. Gostava de ficar no celeiro com os animais e era a única que nunca ia ao Palácio, nem era vigiada pelos guardiões, porque sua rotina e suas tarefas não necessitavam de fiscalização. Era invisível, como mais ninguém da vila poderia ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Como eu chegaria a Tílitris sozinha? Não sei o caminho, nunca viajei... E, querem que eu convença Feltris a nos ajudar só agora... não acham que se eles quisessem, já teriam tentado antes?, perguntou Olívia, não acreditando na eficácia do plano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os que mais sabiam sobre Tílitris, explicaram a situação. Em Outrora, Délane era a soberana de Árane, e amiga de Feltris, soberano de Tílitris. Os países eram muito parecidos, e um complementava o outro. Os áranes entendiam dos problemas da terra e da natureza, e os tílitris sabiam sobre os pensamentos e sentimentos das pessoas e animais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Evonuque, o grande Mandingueiro Búfalo, construiu um portão que ficava entre Árane e Tílitris, antes de qualquer país existir naquela região, para controlar a passagem de alquimistas estrangeiros, que pudessem roubar plantas e minérios, o que atrapalharia suas mandingas. Mas as mandingas de Evonuque não eram boas nem ruins, eram indiferentes para qualquer um que não fosse um Mandingueiro Búfalo, e restavam poucos naquele tempo, porque muitos morriam envenenados por plantas desconhecidas, ou se exilavam, em busca de algum novo elixir. Eram mais poderosos que os alquimistas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com o passar dos anos, os tílitris foram desejando o conhecimento dos áranes, e vice-versa. Mas a aprendizagem não deu certo, porque todos só desejavam e valorizavam as coisas alheias, se esquecendo de seu verdadeiro conhecimento. E os áranes foram esquecendo suas plantações, enquanto os tílitris só falavam devaneios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O portão de Evonuque, que ficava entre esses dois países, não permitia a passagem de sentimentos invejosos, que seria a inveja dos alquimistas por Evonuque. Os áranes e tílitris voltavam para seus países cheios de inveja e ressentimento, por não serem como o povo vizinho. Certo dia, o Portão confundiu a inveja dos áranes e tílitris com a inveja dos alquimistas, fechando-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nunca mais alguém de Árane foi para Tílitris, nem alguém de Tílitris conseguiu encontrar outro caminho para Árane. Esses países perderam a comunicação. E Délane, triste com a situação, adoeceu, e escolheu um homem de bom caráter para liderar Árane. O novo soberano era Baleth. Délane logo pereceu e com ela se foi Outrora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um soberano fazia o que era melhor para o seu povo. No início, Baleth continuou a seguir o papel de Délane, que era ouvir as pessoas e solucionar pequenos ou grandes problemas, e garantir a segurança, e a harmonia. Mas Baleth construiu o Palácio e para lá levou sua família e aliados que se tornariam guardiões, e assim foram consumidos pela riqueza, que acumularam em segredo e com mentiras, até que um dia, confiscaram todos os aríetes, espadas e lanças da vila. Baleth anunciou ao povo que seria rei, decretando todas as normas e punições que levaram os áranes a serem escravizados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olívia entendeu a situação, e desejou que tudo fosse possível, e que os dias de exploração em Árane acabassem. Por um momento, imaginou como seria sua chega a Tílitris, uma cidade brilhante e colorida, cheia de pessoas alegres sorrindo para ela. Calisto e os demais deram instruções sobre o que falar a Feltris.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - As dificuldades que você vai encontrar até lá, não sabemos. Mas é a nossa última esperança, já tentamos de tudo para destruir Baleth e falhamos, você sabe disso. Leve poucas coisas, e vá agora, antes do amanhecer, é o momento ideal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com uma expressão de seriedade, Olívia concordou. Mas estava confusa, tudo havia sido decidido tão rapidamente, e era ela quem enfrentaria a estrada, todos ali continuariam suas rotinas, a esperar pela sua volta, com Feltris e talvez com todos os guerreiros de Tílitris. Sua família se aproximou e a abraçou, todos desejaram boa viagem, deram conselhos e a agradeceram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A chuva começou a cair, um vento forte assoviava balançando os galhos das árvores lá fora e todos correram para suas casas. Olívia também correu, antes que sua família, e pegou um saco, em que colocou algumas frutas, pão, dois cantis com água e um pedaço de sabão. Foi até o seu quarto e pegou algumas meias e blusas compridas de um tecido marrom e rústico, e uma faca pequena, que usava para tirar a sujeira dos sapatos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No estábulo, Olívia se despediu dos animais. Havia um cavalo que ela adotou, um animal quase cego, que havia sido judiado no Palácio, tendo suas orelhas cortadas pela filha de Baleth. O cavalo se chamava Bardax, e era solitário como Olívia. Ela o abraçou, e o levou com ela, explicando as razões pelas quais iriam viajar. Saíram naquela tempestade escura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mar dos Espelhos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os primeiros raios de sol secaram-lhe as vestes e os cabelos dos respingos salgados. Não carregava nada com si, tudo o que precisava cabia em seus diversos bolsos. Passou os dedos sobre sua bússola, e percebeu que ela havia molhado muito. Estava perdido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com os braços para fora do barco, tocou a água, e ouviu o belo som de cristais. Estava no Mar dos Espelhos, o mar do continente. Já passara pelo oceano sem perceber, talvez havia dormido por 3 ou 4 dias. O som de pássaros estava cada vez mais perto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Mar dos Espelhos tinha algo de especial. Quando os seres terrestres olhavam para a água, viam espelhos imprevisíveis, que não refletiam as imagens, mas sim as lembranças esquecidas. Muitas vezes os marinheiros sentiam tantas saudades do que não lembravam, que se atiravam ao mar, de encontro com o que viam. E o mesmo faziam, de tão alucinados, quando as lembranças eram ruins. O mar os tragava e os levava para o oceano, e aquelas pessoas viravam meras lembranças. Quando a água era tocada pelos seres terrestres, ouvia-se uma sinfonia de sinos e cristais dos espelhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O perigo do Mar dos Espelhos não era uma ameaça para o Menestrel, ele nascera cego. Mas outras pessoas também conseguiam passar por esse mar. Eram as pessoas que vinham de lugares distantes e mágicos, porque de alguma forma, sabiam o segredo do Mar dos Espelhos, e elas prosseguiam a viagem naturalmente, como se tudo o que vissem não as afetasse de forma alguma. As pessoas de Tílitris sabiam esse segredo, mas ele se perdeu em Outrora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Menestrel era alegre e determinado, mesmo estando perdido, tinha esperanças de que de alguma forma alcançaria seus objetivos. Não tinha jeito, para Tílitris não poderia mais voltar. Tirou sua gaita do bolso da blusa, e começou a inventar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O segredo que o mar tem&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Não é coisa de espantar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Não há riacho nem rio&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Que nele não vá parar...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Daniela Ortega &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-5578398566018616078?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/5578398566018616078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/menestreis-2-e-3.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5578398566018616078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5578398566018616078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/menestreis-2-e-3.html' title='Menestréis - 2 e 3'/><author><name>Daniela Dias Ortega</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12714615860243741888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-JCPv550Z-C0/TevNO2ZoyQI/AAAAAAAABjM/6Nbd07X7e34/s220/prof.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/S1IBvEs_jsI/AAAAAAAAAWs/6TTgnJoTiaE/s72-c/capa+livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-928835285734744793</id><published>2010-01-12T07:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T07:20:16.662-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taverna do Bardo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>Taverna do Bardo - Parte 3</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/S0x-wT-zS2I/AAAAAAAAASU/TGWoXsFYdsU/s1600-h/user4694_pic21497_1238548871.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/S0x-wT-zS2I/AAAAAAAAASU/TGWoXsFYdsU/s320/user4694_pic21497_1238548871.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O velho homem saiu da Taverna do Bardo atrás de Alrosth para perguntar mais coisas, mas não o encontrou lá fora. Voltou para a estalagem e subiu rapidamente as escadas em espiral, tropeçando no seu casaco de couro de elefante. Lá embaixo, o bardo novamente tocava seu bandolim, e os homens bebiam excessivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corredor era estreito, havia muitas portas, o velho entrou em um daqueles quartos. Havia espadas de vários tamanhos fixadas nas quatro paredes, e sacos espalhados pelo chão, cheios de frágeis e belíssimos objetos de marfim, o velho teve cuidado para não pisar em nenhum deles. Seu senhor estava na janela e se virou dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Ousa me incomodar, Canopus, o que há?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Meu senhor, o dos Múltiplos Nomes ― disse o velho, abaixando a cabeça em reverência. ― Um homem do leste o persegue! Seu nome é Alrosth, ele se referiu ao senhor como Rodd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dos Múltiplos Nomes se voltou novamente para a janela, preocupado. Sabia que o tal Alrosth devia ser bom em seguir pistas, não o havia percebido. Rodd foi o nome que usou quando estava nas Terras do Leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alrosth vagava sem rumo por Bélidan, era tarde da noite e ainda havia movimento no centro da cidade, com pessoas vendendo peixes frescos, frutas, grãos, roupas, óleos, objetos e utensílios domésticos. Alrosth começava a se sentir cansado, e agora permaneceria na cidade, desconfiava que Rodd estava ali, principalmente depois da reação dos homens na Taverna do Bardo. Acomodou-se no final de uma alameda escura, sob uma pequena árvore que parecia sufocada na calçada de pedras, deitou-se no chão e fechou os olhos, atento caso alguém aparecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Esse ponto é meu, não quero nem saber! ― gritou um menininho mendigo, ao lado de Alrosth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Você dorme aqui? ― perguntou Alrosth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Desde sempre. ― disse o menino, limpando a sujeira em seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alrosth sentou-se do outro lado da árvore, e o menino se acomodou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Quer pão? ― perguntou o menino, segurando um saco. ― Coma, peguei de um anão distraído, que corria atrás de uma criatura estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alrosth fez um sinal com a cabeça de que não queria comer e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Ele estava com um elfo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Hm... sim, tinha um elfo correndo também. ― disse o menino, apreciando cada pedaço do pão.&lt;br /&gt;Alrosth pensou por alguns minutos e dormiu ao lado do menino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Continua... &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por Arthur, Alcy e Daniela&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-928835285734744793?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/928835285734744793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/taverna-do-bardo-parte-3.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/928835285734744793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/928835285734744793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/taverna-do-bardo-parte-3.html' title='Taverna do Bardo - Parte 3'/><author><name>Daniela Dias Ortega</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12714615860243741888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-JCPv550Z-C0/TevNO2ZoyQI/AAAAAAAABjM/6Nbd07X7e34/s220/prof.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/S0x-wT-zS2I/AAAAAAAAASU/TGWoXsFYdsU/s72-c/user4694_pic21497_1238548871.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-1008225017910428988</id><published>2010-01-06T06:49:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T07:03:39.721-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte VIII</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S0SjmEs8OyI/AAAAAAAAAj4/iVXgEVbg5CE/s1600-h/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S0SjmEs8OyI/AAAAAAAAAj4/iVXgEVbg5CE/s320/estrada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423639725753514786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Várias pedras no caminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não fora uma noite tão agradável, levantei antes mesmo do nascer do sol. Quanto mais rápido eu saísse daquelas montanhas, mais estaria longe de um risco eminente... encontrar orcs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha saída era continuar aos pés das montanhas, me dirigindo sempre ao sul, ao final eu chegaria à grande Torre de Orthanc. Antes uma olhada no mapa. Não conhecia muito sobre aquelas terras, mas no mapa indicava mais ao sul a região dos Terrapardenses. Na época, eu não sabia de muitas histórias, e muito menos dos acontecimentos da Quarta Era do Sol. Naqueles anos pós Guerra do Anel, o Rei Aragorn perdoou os Terrapardenses, assim eles se tornaram menos hostis, mas ainda eram pessoas estranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho aos pés das montanhas era ruim, bastante irregular, pedras soltas me faziam escorregar, mas, parecia que era o caminho mais seguro. Aquelas terras não eram de importância aos Terrapardenses, o que era bom, dificilmente encontraria com algum habitante daquele lugar. Viajar a noite não era uma boa idéia, pois, uma coisa havia aprendido com o velho Telárius; “Nunca viaje a noite, os orcs são como Narubb, saem para caçar na escuridão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois de ouvir os gigantes nas montanhas, pude ter uma boa noite de sono, mesmo que, me acomodando sobre pedras. Não havia muito que comer nas montanhas, a comida trazida da casa de Telárius havia acabado... Eu estava começando a ficar desesperado, não era um bom caçador, mesmo se fosse, para isso, teria que me afastar das montanhas, o que era um risco muito grande. Se pelo menos Narubb estivesse lá, ela poderia me ajudar bastante, mas eu não podia contar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vista do horizonte começava a mudar, as montanhas pareciam diminuir, como que anunciando o fim dessa imensa cordilheira, que se estendia desde as colinas de Bree, bem ao norte. Meu desvio, um atalho por assim dizer, havia dado certo até aquele momento, não havia encontrado orcs, não havia visto mais Narubb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Montanhas Sombrias era sempre sol, o terreno era árido demais, o que mostrava pouca chuva na maior parte do ano. À medida que eu caminhava, a fome ficava mais insuportável. A idéia de tomar outro caminho para tentar procurar comida já não era um risco, e sim uma grande possibilidade de sobrevivência. Mas para onde eu iria? Tentava algo por entre as montanhas, ou seguiria para encontrar algum acampamento dos Terrapardenses? Perguntas difíceis naquele momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez meu “Até breve” à Telárius tenha sido precipitado, minha jornada estava longe do fim. Eu estava com fome em um lugar inóspito. Não havia água, comida, amoras, cerejas, uma grande árvores para descansar em suas raízes, até as ervas de fumo haviam acabado, nesse momento eu pensava: “Talvez tenha sido um grande erro sair do Condado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arthur Damaso&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-1008225017910428988?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/1008225017910428988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/1008225017910428988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/1008225017910428988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte VIII'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S0SjmEs8OyI/AAAAAAAAAj4/iVXgEVbg5CE/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-7018013358213410816</id><published>2010-01-05T05:25:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T05:29:48.311-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taverna do Bardo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>Taverna do Bardo - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S0Ihg4i9WFI/AAAAAAAAAjw/aDqKDctgI3M/s1600-h/user4694_pic21497_1238548871.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; display: block; cursor: pointer; width: 400px; height: 320px; " src="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S0Ihg4i9WFI/AAAAAAAAAjw/aDqKDctgI3M/s400/user4694_pic21497_1238548871.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422933750126041170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Não se sentia cansado, mas também não convinha viajar a noite. O certo seria se hospedar ali mesmo. No balcão, perto de uma escada em espiral, estava um homem parrudo, já de idade avançada, que prestava atenção na apresentação do bardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Uma boa noite para velhas canções ― falou Alrosth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Essa não é tão velha assim ― disse o homem, virando a cabeça para encarar Alrosth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― E o que alguém do leste faz aqui, tão longe do conforto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alrosth ficou calado por alguns momentos. Seu sotaque era inconfundível, porém isso não atrapalharia a missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Procuro por um homem. Segundo minhas informações ele pode estar nesta cidade ― falou. Era preciso extrair um pouco mais do homem, antes de decidir se era seguro revelar mais da missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Com tantas pistas assim fica difícil falar ― ele começava a parecer interessado. Diminuiu o tom da voz e chegou perto de onde Alrosth tinha se sentado. ― Pode ser mais claro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― O nome que tenho é Rodd ― disse Alrosth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De imediato o bardo parou de cantar. O lugar foi invadido por um desconcertante silêncio e todos encararam Alrosth. Ele olhou em volta e o que viu foram vários pares de olhos que brilhavam numa mistura de medo e ódio. Enfiou lentamente a mão dentro da capa e segurou a bainha da espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Saia já daqui ― sussurrou o homem, dando a volta pelo balcão e empurrando-o por entre as mesas até a saída. ― Eles vão logo se esquecer disso, mas não apareça de novo por aqui, nem saia por aí dizendo besteiras como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira impressão da cidade não tinha sido muito boa. Mas algo começava a se confirmar: Rodd estava em Bélidan.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(41, 48, 59); "&gt;Por Arthur, Alcy e Daniela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-7018013358213410816?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/7018013358213410816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/taverna-do-bardo-parte-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7018013358213410816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7018013358213410816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/taverna-do-bardo-parte-2.html' title='Taverna do Bardo - Parte 2'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S0Ihg4i9WFI/AAAAAAAAAjw/aDqKDctgI3M/s72-c/user4694_pic21497_1238548871.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-582115956429813634</id><published>2010-01-04T08:56:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T05:29:39.597-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taverna do Bardo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>Taverna do Bardo - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S0Ihg4i9WFI/AAAAAAAAAjw/aDqKDctgI3M/s1600-h/user4694_pic21497_1238548871.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S0Ihg4i9WFI/AAAAAAAAAjw/aDqKDctgI3M/s400/user4694_pic21497_1238548871.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422933750126041170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt; Depois de alguns dias de viagem em uma estrada deserta, Alrosth chegara a uma cidade chamada Bélidan, ele procurava um homem, que a partir de algumas informações, estaria nesta cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma grande cidade, um centro de comércio, seria difícil encontrar alguém naquele lugar. A cidade tinha boa parte das casas feita de pedra, só algumas casas fora do muro externo não eram feitas de pedra. Guardas vigiavam de altas torres, grandes arcos e flechas tão afiadas quanto uma espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alrosth trajava uma roupa verde, já desbotada pelo tempo, ele já não era tão jovem, talvez trinta anos, era alto, mas não muito forte. Um arco longo nas costas, uma aljava feita de couro, e um punhal que guardava dentro de sua bota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava sem direção, pois, não conhecia a cidade. Anoitecera, e então, ele fora procurar uma taverna e uma possível estalagem para pernoitar, foi seguindo por um longo corredor, algumas portas dos lados, muitas janelas e algumas lamparinas presas em alguns portais. Lá, bem distante Alrosth avistou uma placa de madeira escrita, "Taverna do Bardo". Muitas luzes acesas, ele seguiu pelo corredor, passou por um homem encapuzado, mas ele não tinha certeza que era mesmo um homem, Alrosth não conseguiu ver o que era, tentou passar despercebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na porta, estavam um anão, um elfo e uma criatura estranha, não sendo vista com freqüência por aquelas terras, possivelmente um goblin. Alrosth aproveitou a ocasião para fazer algumas perguntas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Boa noite senhores! ― disse Alrosth. ― Meu nome é Alrosth, das Terras do Leste. Espero não estar atrapalhando esta bela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anão olhou diretamente nos olhos de Alrosth. ― Boa noite viajante! ― Nada mais disse o anão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Não se preocupe com Théran. ― disse o elfo, com uma feição amigável. ― Saudações, nobre viajante, meu nome é Hellian, das Florestas Longínquas de Aldenian. Não atrapalha, só estamos de passagem, ficaremos aqui só esta noite. Levaremos esta criatura até o próximo posto de guarda, não muito longe, talvez, um dia de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alrosth percebeu que o elfo estava disposto a ajudar, mesmo que de forma ínfima. ― Estou à procura de um homem, seguindo-o através de várias léguas. Você sabe alguém de confiança para me dar informações seguras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Mas, o que este homem fez? ― O elfo queria saber de algo. Mas parecia que Alrosth não falaria nada, mesmo para um elfo que parecia tentar ajudar. ― Desculpe, mas é uma missão de bastante discrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Agradeço a ajuda de vocês. Vou entrar na taverna, aproveitar esta boa música e tentar descobrir alguma coisa. ― Alrosth percebeu que não adiantaria ficar ali. ― Até breve senhores! Boa Noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alrosth entrou na estalagem. No canto, bem perto da janela estava um bardo tocando seu bandolim, enquanto, outros bebiam e se divertiam. A estalagem estava cheia de viajantes, possivelmente; ladrões, assassinos, mercenários.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Arthur, Alcy e Daniela&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-582115956429813634?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/582115956429813634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/taverna-do-bardo-parte-1.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/582115956429813634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/582115956429813634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2010/01/taverna-do-bardo-parte-1.html' title='Taverna do Bardo - Parte 1'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/S0Ihg4i9WFI/AAAAAAAAAjw/aDqKDctgI3M/s72-c/user4694_pic21497_1238548871.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-148277714903235171</id><published>2009-12-28T14:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T17:12:30.552-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Contos de Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - Destroços e Retalhos - Parte 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://oilpntr58.deviantart.com/art/sequoia-dawn-123187279"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SzkvEAcx4vI/AAAAAAAACJA/hNF4LtFlKRs/s400/destrocos-retalhos.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420415372403794674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a fuga dos pequenos das Colinas Frias, o lugar encontrado por eles, e transformado em seu novo lar, foi a Floresta Dart-Mor. Por algum motivo os seres da Torre não ousavam enfrentar as gigantescas árvores que rondavam as Colinas. Por cerca de duzentos anos os pequenos fizeram das árvores sua nova casa, para depois migrarem à Planície Roxa e, finalmente, estabelecerem-se em Feenos, protegidos pelo Paredão de Akina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de os pequeninos abandonarem o território seguro de Dart-Mor, um velho contador de histórias resolveu voltar às Colinas Frias. Lugar habitado pelas mais frias e cruéis criaturas, libertadas da velha e misteriosa Torre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 52px; height: 16px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Agda batia a colher de bronze contra o prato de madeira. Encostou o cotovelo sobre a mesa e repousou a cabeça sobre a mão esquerda. Começou a remexer seus legumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare de brincar com a comida, Agda! – vociferou Tami, tentando mastigar a hortaliça que o marido havia trazido.&lt;br /&gt;- Mas, mãe... – resmungou a garota, sem ânimo. – Isso tem gosto de terra!&lt;br /&gt;- Bem, se você não tivesse experimentado terra, talvez gostasse um pouco mais das verduras que seu pai traz.&lt;br /&gt;- Não a force, Tami... – disse Yann que não havia dito uma palavra desde que chegara da colheita. – Nem eu consigo engolir esse capim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele largou o talher no prato e saiu da mesa. Passou pela porta da sala e ficou na sacada, observando as outras casas. Eram todas feitas de bambu, sustentadas pelas várias sequóias da floresta Dart-Mor. Era noite e a maioria das luzes estava ligada. Porém uma casa em especial permanecia sob total escuridão. Yann encostou os braços no parapeito e respirou o ar puro da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tami saiu da sala e ficou observando as casas ao lado do marido. Sabia bem o que o incomodava.&lt;br /&gt;- Ele insiste em voltar? – falou após um longo silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yann abaixou a cabeça e deixou os cabelos balançarem à brisa que batia na copa da árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda não acredito que ele veio de lá... – disse, observando o aparente abismo que se estendia abaixo. – Agora quer voltar. Diz que tem de buscar a mãe e que é tudo culpa dele.&lt;br /&gt;- Ninguém sabe o que acordou a Torre! – falou Tami. – Mesmo que ele diga que foram três garotos, como alguém poderia saber? E se ele tem uma mãe lá, já deve estar morta. Não tem como ter sobrevivido todo esse tempo. Me dá arrepios só de pensar no que aquilo se tornou.&lt;br /&gt;- Ele parece nem sentir – disse Yann, curvando a cabeça em direção à uma casa logo a frente. Da porta da frente saía um velho, de mochila nas costas e portando um cajado. Ele começou a descer a longa escadaria, mas parou por um momento. Virou-se para trás e encarou Yann.&lt;br /&gt;- Não faça nada – sussurrou Tami. – Já tentamos tudo o que pudemos. Se ele quer se sacrificar, deixe-o ir.&lt;br /&gt;- Ele não vai conseguir sair de lá. Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho tornou a se virar e continuou a descer os degraus. Tami e Yann o observaram sumir na escuridão lá embaixo. Ela fixou o olhar nas copas das árvores, logo acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Resta esperar que as Colinas Frias não o deixem entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 52px; height: 16px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Naquele ponto da floresta era possível sentir a presença da Torre. Ela estava a quilômetros de distância, mas emanava um mal tão grande como nunca poderia se imaginar. Faltava pouco para o velho pequenino alcançar a orla da Floresta Dart-Mor. Por anos aquelas árvores serviram de abrigo contra as trevas que assolaram as Colinas Frias. O velho já sentia calafrios só de lembrar o terror que voltaria a enfrentar. Ele enxugou o suor de sua face queimada e continuou a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhava pela estrada proibida, as árvores mudavam de aparência. De um marrom vivo passavam a um cinza disforme. Não havia mais brisa, não havia mais o costumeiro canto dos pássaros. O velho tinha chegado à fronteira entre Dart-Mor e as Colinas Frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos ele não via um céu tão escuro. Pelo visto os raios de sol nunca mais alcançaram os descampados das colinas. Um cheiro pútrido invadiu as narinas do pequeno, lembrando-o dos terríveis acontecimentos que nunca saíram de seus sonhos. Sentiu vontade de vomitar, queria desistir daquela viagem suicida, mas não poderia viver por mais tempo com aquela culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabia que quando deixasse a floresta, tudo iria mudar. Quem olhasse de longe pensaria que as Colinas Frias tinham sido acometidas por uma sombra, e nada mais. Enorme engano. Ao passar pelo último galho morto de Dart-Mor, uma escuridão engoliu o pequenino. Ele sentia tudo queimar a sua volta, num calor quase insuportável. Sem pensar duas vezes, o velho continuou andando, embrenhando pelo inferno, sem mais enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Alcy Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://oilpntr58.deviantart.com/"&gt;Oilpntr58&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-148277714903235171?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/148277714903235171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/12/os-contos-de-biodak-destrocos-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/148277714903235171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/148277714903235171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/12/os-contos-de-biodak-destrocos-e.html' title='Os Contos de Biodak - Destroços e Retalhos - Parte 1'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SzkvEAcx4vI/AAAAAAAACJA/hNF4LtFlKRs/s72-c/destrocos-retalhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-3675354604287793314</id><published>2009-12-28T04:55:00.000-08:00</published><updated>2010-01-16T09:37:08.530-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menestréis'/><title type='text'>Menestréis - 1 e 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/SziqKMuyaMI/AAAAAAAAASM/DKnR1puxWHI/s1600-h/capa+livro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/SziqKMuyaMI/AAAAAAAAASM/DKnR1puxWHI/s320/capa+livro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A Fuga &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Correu o máximo que podia, havia sido condenado à guilhotina, por um crime que não podia evitar, a arte. Estava suando frio, o coração a saltar do peito, sem fôlego, teve que parar, sabia que estava na praia, e precisava encontrar as docas.  Foi seguindo o cheiro de madeira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Quando um barco encontrar,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Poderei me salvar deste ínfimo infortúnio,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A rimas vulgares sujeito.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Quem já partiu foi embora,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Quem foi embora voltará.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Menestrel se frustrou por estar com tanto medo e não poder esculpir palavras melhores. Percebeu que estava dentro de um barco. Ele sabia que não havia ninguém ali, tirou um canivete do bolso e cortou as cordas que prendiam o barco à praia. Logo começou a ouvir tambores e gritos selvagens, mas ainda distantes. Tinha que fugir daquela ilha o mais rápido possível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O pequeno barco ia lentamente, as ondas estavam calmas para uma noite escura como aquela. O Menestrel tateou tudo o que havia ali, como facas, redes de pesca, papéis sobre uma mesinha, e um baú. Dentro do baú havia vários frascos pequenos, de uma bebida com cheiro de flores, mas o Menestrel ainda não sabia o que era aquela bebida, e não experimentou. Pegou um frasquinho e guardou no bolso. Ele sabia que não seria perseguido agora, estava no mar e não mais seria um infortúnio. Ouviu gritos na praia, lanças e pedras chegaram perto.  A ilha ficava cada vez mais distante e ele desmaiou de cansaço. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Uma personagem não é mencionada&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com sua corja, o rei Baleth oprimia o povo com violência. Quando uma família sacrificava um carneiro, colhia trigo, ou usava o moinho, mais da metade do que era produzido devia ser entregue no Palácio do rei. O povo de Árane se sentia escravizado e estava cansado desses enormes tributos e serviços que eram obrigados a prestar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Árane era um país, mas era uma única e grande vila. Havia centenas de casinhas simples e pobres de madeira e barro, entre ruas de terra pisoteada. Chovia quase todas as noites, e os dias eram ensolarados. Só o Palácio era luxuoso, e todos eram proibidos de entrar lá sem autorização dos guardiões, que eram vigias e capangas do rei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os áranes eram muito parecidos, pele queimada do sol, cabelos e olhos escuros, respeitosos e honestos, cada família preservava valores distintos. Trabalhavam muito, e por falta de tempo para ensinar os jovens, só os mais velhos ainda sabiam ler e escrever. Às vezes, todos se reuniam no Campo, que ficava no centro da vila, e lá era acesa uma grande fogueira, e os filhos dançavam enquanto os pais e avós cantavam sobre Outrora, uma época em que havia felicidade e vitalidade em Árane, e não amargura e cansaço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Calisto, um tecelão, era preocupado, talvez mais do que todos, com a situação humilhante em que se encontravam, subordinados a Baleth. Durante meses, Calisto estudou uma possibilidade de se reunir com o povo em segredo, e essa hora havia chegado, sendo que dia e noite, até nos encontros no Campo, eles eram vigiados pelos guardiões do rei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todos foram cautelosamente avisados sobre a reunião, que aconteceria na madrugada em que vinte dos guardiões participariam de um jantar com o rei Baleth, e os outros quarenta provavelmente comeriam muito e cairiam no sono, como havia suposto Calisto, com base em suas observações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No horário combinado, todos foram em silêncio e no escuro para a casa de Calisto, e nenhum guardião percebeu as pessoas nas ruas, andando como em uma procissão. O povo, ao chegar, foi se acomodando como pôde, porque na casa de Calisto, mesmo com muito espaço, não havia muitos bancos e cadeiras, mais da metade das pessoas ficaram do lado de fora, mas de forma com que pudessem participar da reunião. Ficaram em casa as crianças e os muito jovens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Agora podemos conversar e tentar encontrar uma solução para Árane. Nossa última tentativa de destruir Baleth, no ano passado, foi uma decepção, disse Calisto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que foi essa decepção, em outra ocasião será contada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Vocês sabem que ainda há uma esperança, e talvez seja impossível, mas é o que nos resta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Continuou Calisto, dizendo o que todos queriam ouvir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Nós precisamos da ajuda de Tílitris!, Calisto estava em cima de uma mesa, e as mulheres se escondiam atrás de seus maridos, com os olhos arregalados. Todos sabiam o que aquilo significava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tílitris era um país ao Leste, e em Outrora, mantinha boas relações com Árane, mas agora estavam isolados um do outro. Baleth entrou no poder de Árane e mudou rapidamente o sistema político, o transformando em um reino opressor. Em Tílitris, ainda haveria respeito e igualdade, e Feltris como soberano de uma nação que sempre foi culturalmente desenvolvida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os áranes acreditavam que Feltris não recusaria um pedido de socorro, para tirar o Baleth do poder. À medida que Calisto falava, a esperança iluminava os olhares daquele povo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Feltris já foi nosso amigo, se ele souber da situação em Árane, ficará do nosso lado, completou Calisto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eritar, um ancião, se levantou para falar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não sabemos da situação de Tílitris nos dias de hoje, e eles não sabem que fomos escravizados por Baleth. Mas mesmo que possamos contar com o apoio de Tílitris, como poderemos nos comunicar com eles? É impossível passar pelo Portão de Evonuque, o Mandingueiro Búfalo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após Eritar, todos começaram a falar ao mesmo tempo, mas todos a favor de mandarem alguém para Tílitris. Calisto chamou a atenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Alguém precisa tentar passar pelo Portão de Evonuque, é a única forma de se chegar a Tílitris, não há outro caminho. Difícil será encontrar alguém para ir até lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cinco homens, pais de família, se voluntariaram para ir. Calisto tomou a palavra novamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Todos nós agradecemos a coragem de vocês, mas temos que ser discretos, para que ninguém do Palácio perceba o que estamos planejando. O enviado a esta missão deve ser alguém que não faça falta, a pessoa mais insignificante aos olhos do rei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Liriar, filha de Eritar, disse:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Com todo o respeito, mas quem poderia ser essa pessoa invisível?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todos olharam uns para os outros, esperando que alguém se pronunciasse, mas os áranes eram muito orgulhosos, e, apesar das humilhações do dia-a-dia, tentavam manter sua dignidade. Ninguém queria ser considerado insignificante e sem importância.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Daniela Ortega &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-3675354604287793314?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/3675354604287793314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/12/menestreis-1-e-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/3675354604287793314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/3675354604287793314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/12/menestreis-1-e-2.html' title='Menestréis - 1 e 2'/><author><name>Daniela Dias Ortega</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12714615860243741888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-JCPv550Z-C0/TevNO2ZoyQI/AAAAAAAABjM/6Nbd07X7e34/s220/prof.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OAyQyswaJac/SziqKMuyaMI/AAAAAAAAASM/DKnR1puxWHI/s72-c/capa+livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-1082530976923404113</id><published>2009-11-22T16:13:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T12:10:47.566-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte VII</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SwrsLDv8QsI/AAAAAAAAAjM/8KkteFgwzEo/s1600/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SwrsLDv8QsI/AAAAAAAAAjM/8KkteFgwzEo/s320/estrada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407393977340805826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Uma noite de medos e gigantes nas montanhas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o mapa que Telárius me entregara, aquele me parecia ser o Rio Cinzento, logo passaria por uma antiga cidade portuária chamada Tharbard. Não muito povoada naqueles tempos. Minha estadia fora rápida, um banho para me ajudar com o vinho da noite anterior. Até tentei pescar alguns peixes que ficavam debaixo da grande ponte, mas sem sucesso... Improvisei uma vara de pesca, péssima idéia, no primeiro peixe ela se quebrou, eu quase fui arrastado para debaixo da ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei melhor e mais seguro comer algumas frutas, elas não se mexiam e nem precisavam ser pescadas. Sentei ao pé de uma árvore para me deliciar com algumas frutas, escutei um barulho, quando olhei para o lado lá estava Narubb. Um sentimento de alegria me tomou naquele momento. Já não estava mais tão sozinho, ela tinha um pequeno papel em uma de suas garras. Era uma mensagem de Telárius; “Balur, tome cuidado ao seguir a Velha Estrada do Sul, existem movimentações estranhas por lá, parece que houve ataques de orcs aos Terrapardenses”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tudo o que eu não precisava. Eu poderia seguir um pequeno rio que corria para o leste até as montanhas sombrias, mas Telárius havia me avisado para nunca tentar atravessar aquelas montanhas. Mas de acordo com o que Telárius me mandara em sua mensagem, de qualquer forma poderia encontrar orcs pelo caminho, nas montanhas eu teria mais chance de escapar, então, segui para as montanhas, o que foi um grande erro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que li o recado de Telárius, Narubb partiu novamente, mas antes coloquei um recado respondendo à Telárius, dizendo que tinha recebido sua mensagem, mas não mencionei o desvio até as montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segui por quatorze dias aquele riacho até bem próximo das montanhas. Narubb não havia aparecido, e eu começava a ficar preocupado. Viajei avistando grandes montanhas no horizonte, ventos fortes vinham de lá, era frio e causava medo. Na ultima noite antes de alcançar as montanhas, acampei próximo a uma grande rocha que se erguia solitária, o terreno era duro e cheio de pequenas pedras, nada comparado com as gramas verdinhas de outros dias ou as confortáveis camas de Bree, mas este era meu caminho e teria que abandonar alguns confortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som dos ventos eram como uivos de lobos, pedras pareciam despencar das montanhas e quando batiam no chão faziam um grande barulho. Foi quando me lembrei das histórias sobre os gigantes que Bilbo viu em sua aventura com Gandalf. Os gigantes ficavam do outro lado do vale, lá embaixo as pedras se despedaçavam e faziam um barulho ensurdecedor. Era uma espécie de jogo, eles jogavam as pedras uns sobre os outros, não consegui vê-los naquela noite, mas dormi ouvindo os grandes estrondos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arthur Damaso&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-1082530976923404113?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/1082530976923404113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/11/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/1082530976923404113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/1082530976923404113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/11/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte VII'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SwrsLDv8QsI/AAAAAAAAAjM/8KkteFgwzEo/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-3173997130166099956</id><published>2009-10-26T14:07:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T14:20:07.826-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte VI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SuYPyW0SYQI/AAAAAAAAAis/mac9pXEpzh4/s1600-h/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SuYPyW0SYQI/AAAAAAAAAis/mac9pXEpzh4/s320/estrada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397018561242882306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;“Até breve Telárius!”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quando o cachimbo já havia se apagado, surgiu uma leve brisa, e com ela Telárius também apareceu de um lugar que eu até hoje desconheço. Foi engraçado, mas eu o achava um pouco estranho, desde a primeira vez que o vi em Bree. Ele me deu algumas instruções, me entregara um mapa, me mostrou o caminho mais seguro e me disse; “Nunca tente atravessar as Montanhas Sombrias, mesmo que isso signifique encurtar a viagem, há muito mais que pedras naquele lugar!”... Nunca tinha estado naquelas montanhas, não sabia de seus perigos, apenas histórias e canções antigas, mas na dúvida, escute alguém que já tenha visto outras terras e fumado mais cachimbos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o interessante ainda estava por vir, antes de partir, Telárius sugeriu que Narubb fosse comigo para a viagem, não foi uma idéia agradável, ao menos naquele momento não parecia. Bem, ela tinha demonstrado certa afeição à minha pessoa, concordei com a idéia, no fim era uma companhia, não estaria sozinho o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava de saída, quando escutei os passos rápidos de Telárius entrarem em sua e casa, e depois me chamando com certa urgência... ”Já ia me esquecendo! Quero que entregue esta carta a um velho amigo.”... Eu fiquei sem entender, mas ele nem me dissera quem era, até perguntei, ele respondera; “Não se preocupe, você o encontrará, apenas siga o caminho que já planejara fazer”. Bom, tentei não me preocupar com isso, guardei a carta comigo e me despedi daquele velho homem chamado Telárius. “Até breve... eu espero”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narubb ficara um tempo com ele ainda. Fui seguindo a estrada, as Montanhas Sombrias eram como uma grande parede de pedra, mas estavam distantes, faziam parte de um imenso horizonte, tomei o caminho verde e segui aquela estrada que na Quarta Era se tornara mais freqüentada, cheia de viajantes, comerciantes e ladrões, mas estes últimos eu não fazia questão de encontrar. Havia rastro de uma carroça, se tivesse sorte alcançaria e até pediria uma ajuda, não seria ruim, economizaria a sola dos pés. Segui com a minha viagem, Narubb ainda não havia me alcançado, nem a tinha visto no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas milhas a frente avistei uma pequena mata, o sol estava se pondo, era um lugar perfeito para acampar, descansar e comer é claro. Havia trazido alguns pães da casa de Telárius, uma garrafa de vinho. Fiz uma fogueira, fiquei pensando onde Narubb poderia estar, por fim, fui tomar meu vinho, tomei um pouco além da conta, já distante do bom juízo decidi subir em uma árvore. Depois de algumas quedas consegui subir, mal havia subido, olhei em um galho ao lado, Narubb estava lá, me olhando com aqueles olhos rutilantes, me assustei e cai de cima da árvore novamente, só que dessa vez acabei ficando lá embaixo, meus olhos foram fechando... Dormi com os pés pra cima e minha cabeça dentro de uma raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fora as melhores das noites, com certeza não fora. Minhas costas doíam e minha cabeça também. Lembrei-me de pouca coisa, só que Narubb estava em um galho e então... Esqueci! Mas onde estava ela agora? Fiquei pensando se aquilo tudo fora um sonho, mas meu corpo respondia de forma imediata que não fora um simples sonho. A garrafa de vinho estava vazia, alguns pães no chão, era hora de limpar tudo e partir, o brilho do sol me incomodava muito, mas tinha que continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois daquele incidente noturno procurei andar pelas poucas sombras existentes, pelo mapa que eu possuía, deveria existir um rio não muito longe dali, talvez um pouco de água me ajudasse.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arthur Damaso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-3173997130166099956?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/3173997130166099956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/10/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/3173997130166099956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/3173997130166099956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/10/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte VI'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SuYPyW0SYQI/AAAAAAAAAis/mac9pXEpzh4/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-7407488173070625969</id><published>2009-09-27T19:30:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T18:20:15.294-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte V</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SsamsSNjTgI/AAAAAAAAAiU/uQs2pWvRipI/s1600-h/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SsamsSNjTgI/AAAAAAAAAiU/uQs2pWvRipI/s320/estrada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388177283928509954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entre as Colinas Dos Túmulos e a Floresta Velha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que subi na carroça, perguntei o nome daquele velho homem. Ele me respondera: “Me chamo Telárius, habitante da Floresta Velha, um errante dos ermos nessa época.” Não sabia que alguém tivesse coragem de morar lá, a não ser Tom Bombadil, mas eu nunca o tinha visto lá, mas as histórias eram contadas e lendas proferidas por viajantes e outros hobbits de colinas distantes. Mas ao meu lado estava uma pessoa que dizia morar lá, isso era respeitável, depois de saber disso fiquei tranqüilo, nem mesmo um exército de orcs amedrontaria aquele homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos conversando enquanto pegávamos o caminho verde em direção ao sul. De acordo com Telárius, ele morava em uma pequena clareira entre as Colinas dos Túmulos e a Floresta Velha. Morar na Floresta Velha já era um problema, mas morar entre estes dois lugares era como pular no grande Brandevin, um suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem estava bastante agradável, por algum motivo, Telárius tinha erva de fumo, aquela maravilhosa erva da Quarta-Sul, o velho Toby, até a fumaça era diferente, para ficar melhor, só faltava uma boa caneca de vinho da Dragão Verde, mas isso era pedir demais. Fomos conversando e a viagem se tornara tão breve, nem havia percebido que anoitecera. Eu não havia prestado atenção em uma coisa, teria que passar a noite na casa de Telárius, ele me convidara, não pude recusar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta fora a noite mais longa de toda minha vida. Chegamos em uma casa feita de pedra, era muito antiga, mas aconchegante, possuía uma lareira pequena, havia um caldeirão para o preparo de refeições, mas o pior ainda estava por vir, olhei para uma única janela que havia, percebi que uma enorme coruja azul estava parada lá, me escondi atrás de Telárius. Ele riu muito, me lembro dele chamando o animal; “Narubb”... E depois me dizendo; “É apenas uma coruja, claro, não uma coruja qualquer, venha conhecê-la.”... Não estava disposto a aceitar o convite, mas comecei a olhar para ela, parecia inofensiva, era um animal realmente muito diferente, começando pelo tamanho e pela cor. Eu nem imaginava, mas em breve eu e Narubb teríamos algumas aventuras juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do susto, Telárius arrumou um lugar para que eu passasse a noite, somente alguns lençóis ao lado da lareira, não tinha o conforto da minha cama, mas não podia reclamar. O vento soprava um pouco forte naquela noite, alguns galhos insistiam em cair no teto, outros batendo na janela, eu começava a lembrar das lendas que me contavam quando era mais jovem, era como se o Velho Salgueiro Homem estivesse lá fora, esperando que eu saísse para fumar meu cachimbo, mas não seria fácil assim, permaneci bem quieto, esperando que o sol surgisse, levando a noite e meus medos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao amanhecer olhei para os lados e percebi que Telárius não estava mais em sua cama, avistei somente Narubb, parada na janela, me observando. Levantei-me, mas procurei não ficar olhando muito pra ela, sai para ver se encontrava Telárius.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas frutas na mesa me serviram de desjejum, o primeiro desjejum é claro. Depois disso acendi meu velho cachimbo e observei a floresta esperando que Telárius voltasse, isto é, se ele tivesse mesmo ido para algum lugar. O dia nascera belíssimo, partiria para uma viagem mais ao sul, sob o olhar de um magnífico dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arthur Damaso&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-7407488173070625969?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/7407488173070625969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit_27.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7407488173070625969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7407488173070625969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit_27.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte V'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SsamsSNjTgI/AAAAAAAAAiU/uQs2pWvRipI/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-8273865963090156575</id><published>2009-09-25T20:55:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T17:14:15.776-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Contos de Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - Três desejos do Oásis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://j0y-stick.deviantart.com/art/Forest-142482015"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SzlXq6y4ArI/AAAAAAAACJI/Q8qG2f2js0I/s400/desejos-oasis.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420460021365867186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O modo como agia. Seu caminhar e seus cabelos. De olhos inocentes à certeza de que muito havia se perdido. O rio e o dragão levaram a beleza da infância. Tudo mudara. Ao menos assim pensava Yana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto saia do Rio Cran, ia tentando se familiarizar com o lugar. Nunca havia conhecido o deserto. Sentia os pés afundando no terreno árido. Os olhos não poderiam mostrar a imensidão de areia, intimista e contrastante ao céu azul. Mesmo cega diante a paisagem, Yana conseguia sentir terror naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos a menina foi avançando pelo deserto. Implorava aos céus por chuva, que nunca viria. Tateava o nada em busca de abrigo. Era muito diferente da floresta. Ela conhecia cada galho e cada trilha. Mas no deserto sua cegueira chegava ao ápice. Só lhe restava confiar nos desatentos pés, que continuavam a levá-la para o leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 52px; height: 16px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ao avistar o Oásis, Hiugo apertou com força o cajado no peito e desapareceu do deserto.&lt;br /&gt;Quando reapareceu em meio à densa floresta, lembrou do aviso do gólem das Pirâmides de Ferro. “Não se demore nas árvores”. Até a seiva que corria pelas plantas daquele lugar estava amaldiçoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mago Hiugo abaixou o capuz e se apressou a atravessar a mata espessa. Mas quanto mais avançava, mais densa ficava a floresta. Em certos pontos os galhos pareciam estar alocados em forma de teia. Com o cajado em punho, Hiugo proferiu um encantamento que murchou os troncos e galhos a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhava, a floresta ia abrindo caminho, numa sofrida redenção. O mago não parava de pensar na criatura que iria encontrar. Seria verdade tudo aquilo que as inscrições diziam? Esta era a única chance de seu povo sair de Biodak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hiugo estava decidido a encontrar o último dragão de Amdu. E diante de seu objetivo ele não percebia que a floresta ia aprisionando-o ao Oásis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 52px; height: 16px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ghiardo continuava a se guiar pelo estranho odor. Não podia enxergar a destruição que causara na floresta, mas conseguia ver o medo que causava. Um dragão carecia de impor seus domínios e força. Desde a Grande Divisão, o restante dos dragões tinha sucumbido ao poderio humano ou à inteligência élfica. Agora que a chama de Ghiardo começava a apagar, era preciso encontrar o sucessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto avançava sobre as cinzas de Dart-Mor, ele lembrava que não deveria seguir muito ao norte. Nem os dragões ousavam adentrar as Colinas Frias, depois que os tesouros da torre tinham sido liberados. Se o sucessor não se achasse na floresta destruída, teria de rumar direto para as Pirâmides de Ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era inesperado que as árvores morressem com tanta tranqüilidade. Não pareciam ser como as que cresciam no Oásis do deserto de Amdu. Aquelas eram tão cruéis quanto os dragões. Mas Dart-Mor repousava e aparente paz, enquanto as asas do grande Ghiardo espalhavam as cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso era aquele odor. Não era ódio, mas podia ser sentido. Era tão forte que o havia atraído desde o Oásis. Porém não foi isso que o fez descer das nuvens e aterrissar nos galhos queimados da floresta. Perto da destruição, onde as chamas ainda não haviam consumido as folhas, morava um sentimento de esperança, que vagava pelas árvores e se confundia ao vento. Tal sentimento o repugnava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar para baixo viu o brilho das fadas se espalharem. Pelo visto queriam avisar as outras criaturas sobre o perigo. Isso não seria problema. O instinto de Ghiardo indicava que seu sucessor viria antes que a floresta pudesse revidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando suas garras encontraram o solo, o dragão pôde sentir que um pouco da esperança havia sucumbido. Um pouco, mas não toda. Ainda havia uma grande parte deste sentimento ali, em pé diante às cinzas. Era esperança unida a um outro sentimento, difícil de ser interpretado pelos dragões: coragem. Tudo isso na numa pequena criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem em forma de menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 52px; height: 16px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Yana seguia afundando e tropeçando na areia. O sol escaldante não tirava, e sim lhe dava forças. As horas pareciam voar, assim como o corpo de Yana. A menina demorou a perceber que os pés flutuavam e se deixavam levar pelo deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo em seu interior queimava e clamava para sair. Seus braços começavam a roçar em troncos e galhos. Os quais a abraçavam e ajudavam a levá-la adiante. Não estava mais no deserto. O lugar era úmido e aconchegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo lhe parecia familiar. Lembrava de suas brincadeiras com o irmão, seu povo, sua floresta. No entanto eram apenas lembranças. Ela estava no coração do Oásis de Amdu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser deixada em uma grande rocha, ela pôde perceber porque voava. Suas asas descansaram nas raízes que cobriam o lugar. As escamas que revestiam seu corpo arranhavam o chão, mas pouco incomodava. O sono pesado a fazia esquecer de tudo aquilo. Aos poucos esquecia do irmão, do dragão e do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, quando acordou, já não era mais humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://j0y-stick.deviantart.com/"&gt;j0Y-STiCK&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-8273865963090156575?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/8273865963090156575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-tres-desejos-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/8273865963090156575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/8273865963090156575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-tres-desejos-do.html' title='Os Contos de Biodak - Três desejos do Oásis'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SzlXq6y4ArI/AAAAAAAACJI/Q8qG2f2js0I/s72-c/desejos-oasis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-7839719291083017728</id><published>2009-09-21T18:07:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T18:17:46.795-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte IV</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/Srgj-JRA7fI/AAAAAAAAAh0/M5tPUtOYvB0/s1600-h/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/Srgj-JRA7fI/AAAAAAAAAh0/M5tPUtOYvB0/s320/estrada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384092905067572722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Visitando Bree...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um dia de viagem e eu estaria em Bree, uma vila muito antiga, conhecida por ter sido a primeira morada dos meus antepassados, antes deles atravessarem o Rio Brandevin. Era tranqüila, mas um lugar ruim em dias de chuva. Por sorte consegui atravessar a Floresta Velha e as Colinas dos Túmulos ainda com o sol como companhia. Cheguei a Bree ao anoitecer, parecia tranqüila, isto é, parecia tranqüila antes de atravessar seus portões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada encontrei alguns hobbits, eles saiam de carroça na direção leste, estavam voltando para o Condado, logo pensei que era um bom caminho para se fazer, mas não naquele momento. Entrei naquele pequeno povoado, não havia mudado muito desde a última vez que estive por lá, as mesmas casas, as mesmas pessoas e a mesma rua que levava para “O Pônei Saltitante”. Aquele sim era um bom lugar, tomar aquela maravilhosa cerveja, em um quartilho é claro, e ainda, dormir em quartos feitos para nós, era maravilhoso, parecia um pouco do condado longe das colinas do leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era mais o velho Cevado Carrapicho que estava no balcão, quem estava em seu lugar era seu neto Cercadinho, um homem alegre e que tentava manter as amizades de seu avô. Neste dia tomei cerveja com alguns hobbits, conversamos sobre assuntos corriqueiros e depois fui dormir. Tentei dormir, mas por fim acabei deixando meu quarto, sai para fumar um pouco e contemplar as belas estrelas do céu. Elas brilhavam e pareciam se comunicar. Sempre me perguntava se alguma delas eram guerreiros de outrora. Ouvia bastantes histórias do mundo, guerras entre homens e orcs, sobre os elfos, eu tentava imaginar a grandeza que estas histórias possuíam, mas no final sempre preferia os contos do Condado e suas poucas aventuras. A noite parecia mais longa, quando meu cachimbo se apagou, decidi voltar e tentar dormir. Deixaria Bree bem cedo, para ganhar tempo, pois era uma longa viagem, era um longo caminho a percorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, levantei muito cedo, desci pelas escadas da estalagem, e já havia arrumado minhas coisas, para que pudesse partir em breve. Iria em direção ao sul, pegando o caminho verde. Com tudo resolvido, decidi partir, logo que sai da do Pônei avistei um homem que dizia que estava indo para o sul, foi então que acabei escutando e perguntei a ele se podia lhe fazer companhia. Lembro-me muito bem desse dia, ele nem me olhou, apenas disse franzindo as sobrancelhas; “Sim, coloque suas coisas atrás da carroça e sente aqui ao meu lado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Arthur Damaso&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-7839719291083017728?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/7839719291083017728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit_21.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7839719291083017728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/7839719291083017728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit_21.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte IV'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/Srgj-JRA7fI/AAAAAAAAAh0/M5tPUtOYvB0/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-60989276464053805</id><published>2009-09-14T15:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T16:28:29.121-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte III</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/Sq7JhXdIDmI/AAAAAAAAAhs/qBElLuyOssM/s1600-h/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/Sq7JhXdIDmI/AAAAAAAAAhs/qBElLuyOssM/s320/estrada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381460179823365730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Grande Estrada do Leste...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Havia me esquecido como era bom viajar. Alguns anos atrás fui à Bree encontrar velhos amigos, mas esta viagem durou apenas alguns dias, nada comparado a esta aventura. Fui então seguindo um caminho que eu há muito não fazia. Mas meu temor era exatamente este caminho, teria que atravessar o Rio Brandevin, o rio não era o problema, existia uma velha ponte como travessia, mas a Floresta Velha sim era um problema, e não só isso, ainda havia as Colinas dos Túmulos. Todos nós hobbits sabíamos dos perigos que lá existiam. Havia uma lenda sobre uma árvore que se mexia naquela floresta, e ela não gostava de viajantes, era o velho “Salgueiro Homem”; e também de um sujeito bem estranho, Tom Bombadil, mas ele havia desaparecido, talvez abandonado aquelas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei não ficar pensando nisso e segui a estrada, encontrei alguns conhecidos no caminho, outros que eu não via há tempos. No caminho acabei recebendo de bom grado uma ajuda, um hobbit muito gracioso me concedeu o direito de acompanhá-lo em sua carroça até os Campos das Pontes, lá eu acamparia, e de manhã atravessaria os campos pela borda da Floresta Velha, e depois As Colinas dos Túmulos, até então chegar a Bree.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos aos Campos da Ponte ao anoitecer, aquele com certeza fora um bom dia. Acendemos uma fogueira à beira da estrada, comemos um bom coelho assado e conversamos por muito tempo, contei a ele que estava de partida para terras distantes, ele disse que viria comigo, mas em outra oportunidade. Um novo dia surgiu e me despedi de Baldor, ele ia continuar sua viagem seguindo ao sul até a sua casa na Terra dos Buques. Vi sua carroça se distanciar até desaparecer no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessei a ponte do Brandevin e começava a avistar a floresta, o sol começava a surgir no leste e mais um dia se levantava comigo longe de casa. A Cada passo para fora do Condado, um pedaço de mim também ficava para trás, mas não era o fim, e eu tinha certeza que voltaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arthur Damaso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-60989276464053805?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/60989276464053805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit_14.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/60989276464053805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/60989276464053805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit_14.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte III'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/Sq7JhXdIDmI/AAAAAAAAAhs/qBElLuyOssM/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-4207094211289693712</id><published>2009-09-06T11:45:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T16:28:32.119-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SqQDmJjxQSI/AAAAAAAAAg8/HdPvdFZCr7U/s1600-h/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SqQDmJjxQSI/AAAAAAAAAg8/HdPvdFZCr7U/s320/estrada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378427808923074850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Seguindo Meus Próprios Passos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sonho eu viajava para o leste e visitava grandes florestas e encontrava um homem que trajava roupas esquisitas e um grande cajado. Ele estava rodeado de animais e me chamava para... Não me lembro para o que, mas acordei no meio da noite e não consegui mais dormir, eu nunca teria pensado em partir, mas os sonhos foram ficando freqüentes e eu decidi partir para uma longa jornada para um lugar desconhecido por mim. Não era uma atitude comum de um hobbit, eu queria ver as coisas além das fronteiras do condado, repetir os passos de outros hobbits, me lembrei de Frodo, Sam, Bilbo, Merry e Pippin, que acabaram tendo seus nomes escritos e lembrados em histórias e grandes poemas. Talvez essas fossem minhas grandes ambições, mas longe de ser uma obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me acostumei rapidamente com a idéia, tive que pensar bastante. Todos os dias eu me sentava em frente à lareira. Isolei-me de todos por algum tempo. Meu aniversário estava chegando e faria 45 anos no próximo mês. Pensava em partir antes de qualquer surpresa, não gostava de despedidas. Não seria um adeus definitivo, tinha certeza que veria estas colinas novamente, veria fumaça saindo das chaminés, veria as fumaças saindo dos cachimbos, sentiria a brisa que sempre vinha do oeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei minha vida de sempre para não causar desconfianças por parte de ninguém, e poucos dias antes do meu aniversário parti seguindo a grande estrada do leste. Naquele dia a noite estava estranha, com nuvens carregadas e ventos frios. Não era uma das melhores ocasiões para se viajar, mas juntei algumas roupas, panelas, meu cachimbo, uma garrafa de vinho, um cajado, e assim caminhei em direção a um mundo ainda desconhecido por mim. Não tinha certeza do que estava fazendo, mas não dava para voltar, teria que seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arthur Damaso&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-4207094211289693712?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/4207094211289693712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/4207094211289693712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/4207094211289693712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte II'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SqQDmJjxQSI/AAAAAAAAAg8/HdPvdFZCr7U/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-5658420891323876313</id><published>2009-09-03T13:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T16:28:33.063-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Contos de Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - A Torre de Thur</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SqApACWUeYI/AAAAAAAACGA/tpwT2o5BjR0/s1600-h/torre+de+thur.PNG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 230px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SqApACWUeYI/AAAAAAAACGA/tpwT2o5BjR0/s400/torre+de+thur.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377343035687598466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nerdick já foi habitada pelos pequenos, mas isso faz muito tempo. Antes mesmo de Hur se tornar ruínas, ou mesmo da formação dos Brejos Escuros. Neste tempo Nerdick era uma das mais lindas regiões do continente Biodak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 52px; height: 16px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os três garotos pararam atrás do último carvalho da floresta que rodeava a colina. De acordo com o mapa de Ordi, faltavam poucos metros para alcançarem o portal. Fazia um frio de congelar os ossos, mas a vista compensava todo e qualquer esforço. A torre mostrava-se ainda mais monstruosa de perto, sendo impossível avistar seu topo.&lt;br /&gt;- Será que é verdade? – disse Amir, tremendo. – Quero dizer, porque é que as pessoas isolaram a torre? Nós conhecemos a lenda.&lt;br /&gt;- Lenda é lenda – disse Ordi, levantando-se e tentando ver através do matagal que rodeava a torre. – As pessoas só deixaram de vir aqui por causa de uma estúpida lenda de demônios. Eu continuo achando que tem um tesouro aqui. Alguém deve ter inventado essa história pra afugentar intrusos.&lt;br /&gt;- Vocês vão entrar ou ficar conversando? – gritou Thur do meio do matagal. – Se não for só lenda, a gente sai devagar, fecha a porta e ninguém fica sabendo.&lt;br /&gt;Os três avançaram até um enorme portal. Devia ter no mínimo dez metros de altura por cinco de comprimento. Era rodeado por runas antigas, diferentes de qualquer língua que os garotos tinham visto. Ordi guardou o mapa no bolso e se aproximou do batente, observando as inscrições.&lt;br /&gt;- Será o que diz? Talvez seja um aviso.&lt;br /&gt;- Com certeza – resmungou Amir, olhando na direção da cidade. Uma fumaça azul subia de cada chaminé. – Deve dizer “Fiquem fora, idiotas”.&lt;br /&gt;Ordi e Thur se entreolharam rindo.&lt;br /&gt;- Sério, é melhor a gente voltar – falou Amir. – Foi até divertido subir a colina até aqui, mas algo me diz que a gente está indo longe demais. Aliás, devem estar atrás da gente.&lt;br /&gt;- Não estão nem ligando pra nós três – disse Thur. – Estão todos se divertindo no festival.&lt;br /&gt;Ele se virou e começou a analisar o portal. Não havia sinal de maçaneta ou fechadura. Era feito em mármore negro e cravejado de esmeraldas. Thur deslizou os dedos pela pedra, tateando cada saliência, tentando achar alguma abertura. Abaixou-se e se deparou com pequenas inscrições na língua dos pequenos.&lt;br /&gt;- Vejam isso!&lt;br /&gt;- “Diga ‘abra’ à sua torre e os tesouros mais profundos serão revelados” – Amir leu, cético.&lt;br /&gt;- Eu disse! – gritou Ordi. – É um tesouro, tem um tesouro aí dentro e basta dizer... – ele se levantou e olhou fixamente para o portal. – Abra!&lt;br /&gt;Nada aconteceu. A não ser uma brisa gélida que soprou a colina.&lt;br /&gt;- Espere aí – murmurou Thur. – Aí diz “Diga ‘abra’ à sua torre”. Entendeu? “Sua”!&lt;br /&gt;Amir e Ordi continuaram sem entender, enquanto Thur coçava a cabeça e tentava encontrar as palavras certas.&lt;br /&gt;- Abra... Torre de... Thur.&lt;br /&gt;O chão tremeu e os garotos caíram assustados. Por todos os lados aves voavam, fugindo dos arredores da torre. O portal balançou, soltando poeira, e começou a se mover para trás. Foi se afastando dos garotos através de um corredor aparentemente sem fim.&lt;br /&gt;Um vento surgiu de dentro da torre, soprando os cabelos dos três.&lt;br /&gt;- O que foi isso? – resmungou Amir.&lt;br /&gt;- E que cheiro horrível é esse? Parece carne podre – falou Thur.&lt;br /&gt;- Ah, deixem de reclamar e vamos procurar o tesouro! – disse Ordi, extasiado.&lt;br /&gt;Ele entrou na torre. Era um longo corredor que dava acesso a várias outras salas. O chão de granito ecoava os passos de Ordi, que tentava imaginar onde o tesouro estaria. Amir e Thur seguiram o garoto.&lt;br /&gt;- Com certeza está atrás de uma dessas salas! – ele se aproximou da porta mais próxima, mas também não tinha maçaneta. Tentou empurrar, derrapando o pé no chão, sem conseguir mover a porta nem um milímetro sequer.&lt;br /&gt;Os garotos começaram a inspecionar cada uma das salas. Não havia inscrição alguma que indicasse como abri-las.&lt;br /&gt;Thur encostou o ouvido em uma delas e escutou um chiado. Na verdade eram vários chiados e grunhidos. O garoto arregalou os olhos e acenou para os irmãos ouvirem também. Eles ficaram ali impressionados com os sons da sala e não perceberam o que começava a invadir o corredor.&lt;br /&gt;Thur sentiu algo espinhoso se enrolar nos seus pés. Olhou pra baixo e viu algo parecido com uma raiz. Ela rodeava sua pele e, com os espinhos, rasgava a carne. Ele gemeu de dor e caiu no chão.&lt;br /&gt;Amir e Ordi perceberam as raízes e tentaram remove-las. Elas saíam de fendas nas paredes e no chão e se concentravam apenas em Thur.&lt;br /&gt;- Vamos, tira! – o garoto chorava de dor. – Essa coisa está cortando a minha perna!&lt;br /&gt;Ordi tirou um canivete do bolso e tentou cortar as raízes.&lt;br /&gt;- É grosso demais!&lt;br /&gt;De repente um estrondo, e uma das portas desmoronou, lançando pedaços de mármore pelo corredor. Amir lacrimejou devido a poeira e tentou enxergar através dos escombros. Um ser bege e robusto, de cerca de três metros de altura, surgiu dos destroços arrastando algo que parecia um gigantesco porrete. Era exatamente do jeito que as histórias contavam. Um genuíno troll das cavernas.&lt;br /&gt;Ele avançou e socou Amir contra a parede. O garoto bateu a cabeça nas pedras e foi jogado ao chão. As raízes já tinham envolvido até a cintura de Thur, que se balançava ferozmente tentando se livrar dos espinhos. Seu sangue ia sujando o chão de pedra enquanto as raízes o puxavam pelo corredor.&lt;br /&gt;Ordi correu em direção a Thur, mas foi impedido pelo porrete do troll que bateu em suas costas, jogando-o contra uma das portas. Em seguida caiu com o rosto no chão gelado. Sentia gosto de sangue na boca e não conseguia mover os braços nem as pernas. Abriu os olhos e viu Amir perto da entrada da torre, desacordado. Fez um esforço gigantesco e virou lentamente o pescoço para a direção oposta. Viu um vulto na escuridão do corredor. Era Thur sendo arrastado, riscando o chão com as unhas, gritando por socorro.&lt;br /&gt;O troll passou por Amir e saiu da torre, rugindo ferozmente em direção à cidade.&lt;br /&gt;As portas ao longo do corredor começaram a se abrir, uma após a outra. Ordi, paralisado, assistiu o fogo tomar conta da torre, enquanto criaturas horrendas saíam das salas. O pequenino fechou os olhos e sentiu as chamas queimarem seu corpo.&lt;br /&gt;Gritos e barulho de asas. Era o que se ouvia nas Colinas Frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 52px; height: 16px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Darla passou por um grupo de crianças na sala de estar, olhou atentamente. Não estavam ali. O desesperou se apoderou dela. Resolveu procurar no pátio. Uma banda ao centro tocava uma música estridente, enquanto várias pessoas bebiam e dançavam. Dezenas de mesas de madeira se estendiam pelo lugar, onde as pessoas comiam e riam, comemorando a boa caça. Darla avistou Jareh no meio da multidão.&lt;br /&gt;- Você viu as crianças? – ela gritou.&lt;br /&gt;- Sim, várias! – ele riu e entornou uma caneca de cerveja. – Escolha uma!&lt;br /&gt;- Estou falando das nossas crianças!&lt;br /&gt;- Devem estar lá fora brincando com os outros garotos. Fique calma, hoje é dia de festa.&lt;br /&gt;Ela sentiu um aperto no peito. Sabia que eles não estavam no festival. Não podia ser coincidência o mapa sumir junto com as crianças. Com certeza tinham ido à torre.&lt;br /&gt;- Jareh, o mapa sumiu!&lt;br /&gt;Mas ele não escutou. Um tremor abalou o pátio, derrubando mesas e fazendo a música parar. Um silêncio constrangedor instaurou no lugar, enquanto todos se olhavam assustados.&lt;br /&gt;Em seguida um vendaval ensurdecedor invadiu o pátio. O vento pútrido somou terror a todos no lugar. Darla saiu correndo para a rua.&lt;br /&gt;Centenas de pessoas murmuravam na avenida principal. Faixas de comemoração haviam caído. Comida e bebida se espalhavam pelo chão. Todos pareciam desnorteados, com medo do que poderia acontecer em seguida.&lt;br /&gt;- Os meninos passaram por aqui? – Darla perguntou para um grupo de garotos na entrada do pátio.&lt;br /&gt;- Por aqui não – respondeu um deles. – Mas acho que vi Amir na encosta da colina. Ele corria para alcançar alguém.&lt;br /&gt;Um rugido ecoou ao longe. Todos se viraram para a gigantesca torre ao norte. Fogo saía de suas paredes e o céu começava a escurecer. Sons estanhos ecoavam pelas colinas. Sons demoníacos.&lt;br /&gt;O caos dominou a cidade. Pessoas saíam de todos os lugares, pegando crianças pelo caminho, empurrando uns aos outros. A desordem apenas aumentava com todos tentando fugir ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Darla ficou no meio da avenida, paralisada, olhando o norte. Não ouviu Jareh gritar para correr, não ouviu a sinal de alerta. Ela sabia que era sua culpa. Não havia escondido direito o mapa e agora seus filhos tinham acordado os demônios da torre.&lt;br /&gt;Poucos foram os que conseguiram fugir das criaturas que desciam à colina. Poucos escaparam das trevas que há eras esperavam para tomar Nerdick.&lt;br /&gt;Dizem que os que ficaram foram acometidos pela loucura e pelo terror que os demônios causam aos vivos. E não mais morreram, passando a eternidade sob a tortura da torre.&lt;br /&gt;As Colinas Frias se tornaram o que é hoje: um lugar onde nunca é dia. Um lugar dominado pelos tesouros mais profundos da Torre de Thur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-5658420891323876313?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/5658420891323876313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-torre-de-thur.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5658420891323876313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5658420891323876313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-torre-de-thur.html' title='Os Contos de Biodak - A Torre de Thur'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SqApACWUeYI/AAAAAAAACGA/tpwT2o5BjR0/s72-c/torre+de+thur.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-5696532156162477728</id><published>2009-08-30T19:02:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T16:28:35.340-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Aventuras de Balur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SpsxByrXB7I/AAAAAAAAAgc/QxPhDMX85kI/s1600-h/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SpsxByrXB7I/AAAAAAAAAgc/QxPhDMX85kI/s320/estrada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375944487050086322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eram tempos tranqüilos, dez anos haviam se passado desde a guerra do anel, o Condado agora estava mais calmo, como de costume, e assim nós hobbits pudemos levar nossas vidas com a calma costumeira de sempre. Como disse Bilbo certa vez: “Não é nada ruim celebrar uma vida simples”. Minha toca não ficava muito longe de Bolsão, vazia agora, já que Frodo partiu para o Oeste, junto com Bilbo e os elfos, às vezes, Sam aparecia e relembrava os bons tempos que passou junto com o seu eterno companheiro. Sempre que posso, vou até lá também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha casa fica abaixo de uma colina, uma típica toca de um hobbit. Na entrada uma grande porta redonda pintada de verde, logo abaixo segue uma escada com algumas flores nos cantos, depois tem uma pequena estrada com algumas pedras que vão até a rua. Aos fundos, uma grande cerejeira, plantada pelo meu pai, e ao redor, rosas que eu mesmo plantei. Bem... Depois de muitos anos estou de volta, este lugar continua com a mesma “magia” de sempre, mas eu não sou mais o mesmo hobbit que ficou 15 anos fora de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem-me, ainda não me apresentei. Meu nome é Balur Bolseiro, vivo em uma confortável toca como já descrevi, moro na Vila dos Hobbits e essas são algumas de minhas memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Colinas das Torres...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez resolvi visitar as majestosas torres do oeste, elas me faziam lembrar os que partiram e de alguma forma isso me entristecia. Mesmo com o fim da guerra, não há mais a alegria de outros tempos. Os elfos partiram e restam poucos para contarem histórias dos primórdios do mundo. Após a Guerra do Anel, senhor Aragorn anexou as terras das Colinas das Torres ao Condado, homens eram proibidos de entrar nas terras dos hobbits.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha viagem durou alguns dias até as majestosas torres. Estavam trancadas há um bom tempo, consegui abrir uma, depois de um grande esforço, subi no seu ponto mais alto e de lá pude observar o grande mar que cercava estas terras. Um vento suave e fresco vinha do oeste, parecia que me encorajava a sair e visitar outros lugares, não conseguia compreender, mas algo me dizia para partir e contemplar as montanhas e os ermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia o céu estava magnífico, era possível ver “A Foice dos Valar”, elas rutilavam no céu como velas em meio à escuridão. Eu tinha feito uma fogueira e havia trazido tomates e bacon, recolhido também algumas ervas que cresciam aos pés das torres, foi um belo jantar, mesmo que sem os rotineiros banquetes da estalagem do Dragão Verde. Mas a tranqüilidade ali era tamanha que só se ouvia o barulho da brisa sobre os arbustos e algumas árvores esparsas. Fiquei pensando em tudo o que havia acontecido. A grande guerra havia acabado, estava tudo em paz, a Terra-Média se tornava de novo um bom lugar para se viver, e na imensa paz daquele lugar eu adormeci para um novo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia bem cedo, resolvi ir até a costa destas baias, ir e ver a imensidão do mar. Não era muito distante e bem rápido cheguei à beira. Parei no alto de uma rocha, peguei uma pequena pedra, fiz um pedido e a joguei na água. Resolvi então voltar à minha velha casa, retomar o conforto do lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem de volta fora bem tranqüila... Cheguei à minha velha toca ao anoitecer com certo cansaço, tive tempo de abrir minha grande e redonda porta, acender a lareira e meu cachimbo, ali mesmo em frente à lareira acabei adormecendo e tive um sonho estranho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arthur Damaso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-5696532156162477728?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/5696532156162477728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/08/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5696532156162477728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/5696532156162477728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/08/as-aventuras-de-balur-o-hobbit.html' title='As aventuras de Balur, o hobbit andarilho - Parte I'/><author><name>Arthur Damaso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05636931614980501850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/TBVxPGFGIlI/AAAAAAAAAns/bfYRwFyPr1I/S220/arthur+21.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RMJ-9IRmqeI/SpsxByrXB7I/AAAAAAAAAgc/QxPhDMX85kI/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-83549306778922208.post-881588562855974939</id><published>2009-08-25T14:44:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T10:43:47.953-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Contos de Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medieval'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - O último toque de Amdu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.flickr.com/photos/illume/2379177963/in/set-72157604165084910/"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 311px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/Sltq--3k-0I/AAAAAAAACCY/eNU8Y-3w-uc/s400/ultimo+toque+amdu.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357993811947879234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fada, ainda aflita, pousou sobre o tronco queimado e observou a menina e o menino. A primeira ia à frente, os fios castanhos, embaraçados pelo vento, tocavam os galhos da floresta. Ela conhecia cada trilha, cada caminho por entre as árvores. A audição substituía perfeitamente a visão. Enquanto corria, imaginava um mundo colorido, que apenas aqueles olhos cegos poderiam ver.&lt;br /&gt;O menino ia atrás. A cada dois passos tropeçava num galho. Era para ser uma corrida de cegos. A venda nos olhos serviria para equilibrar a disputa, mas ele não conhecia o caminho. Já não dava mais para contar nos dedos os arranhões adquiridos no percurso. O garoto decidiu que já bastava. Retirou a venda e esfregou os olhos que ardiam devido à claridade. Eles já não estavam na floresta que conheciam. O cheiro de cinzas invadiu as narinas do menino, que começou a tossir.&lt;br /&gt;- O que aconteceu aqui, Yana? – ele gritou para a menina, parada logo à frente.&lt;br /&gt;- Quieto! – sussurrou ela. – Não estamos sozinhos.&lt;br /&gt;Uma gota de suor surgiu na testa do menino. Logo surgiram outras. O tempo mudou de úmido para infernal. Ele passou a mão pelos cabelos já encharcados, então congelou. Escutou um estrondoso barulho de asas. Quando olhou para cima o mundo girou. A última coisa que viu foi a face odiosa do monstro. Depois disso, caiu inconsciente sobre as cinzas da floresta.&lt;br /&gt;A menina permaneceu parada. O corpo molhado totalmente enrijecido. Qualquer um que a visse pensaria que estava em estado de choque. Qualquer um menos o monstro. Com um baque ensurdecedor ele pousou sobre os galhos queimados. Cada momento ao lado da criatura era um convite à asfixia.&lt;br /&gt;- Por que permanece em pé, garota? – perguntou o monstro. Sua voz fazia tremer cada grão de terra no chão.&lt;br /&gt;Yana permaneceu calada, os lábios colados pelo suor.&lt;br /&gt;- Não adianta ficar muda. Eu sou Ghiardo, o Senhor dos Dragões de Amdu. Enxergo o medo, escuto a mentira e cheiro o ódio. E você, menina, emana ódio em cada gota de suor.&lt;br /&gt;- As árvores... – ela finalmente disse, com os dentes serrados, respirando fundo. – Por que queimou as árvores?&lt;br /&gt;- Os propósitos de um dragão são complexos demais para um ser de sua estatura compreender. Seu companheiro deve ter percebido isso quando resolveu desmaiar e se entregar.&lt;br /&gt;A menina fechou os olhos e deixou as lágrimas se juntarem ao suor, chorando num ódio silencioso.&lt;br /&gt;- O que vai fazer com ele? – ela perguntou.&lt;br /&gt;O dragão andou calmamente ao redor de Yana. Quando parou, seus olhos grandes e cegos encaravam os olhos brancos da menina.&lt;br /&gt;- Não posso te ver – falou ele. – Mas a quilômetros fui atraído por seu cheiro. De repente sua estatura parece não mais importar.&lt;br /&gt;As garras do monstro envolveram o corpo frágil da menina, que não tentou resistir. Quando ele impulsionou vôo, apertou as grossas unhas por sobre Yana, fazendo-a gritar.&lt;br /&gt;O menino acordou e viu o dragão carregando a menina. Não conseguia se levantar nem falar, tal era o medo que o envolvia. Talvez se os tivesse seguido teria visto o monstro ser atingido pelo raio do Mago e Yana caindo no rio Cran.&lt;br /&gt;Mas o garoto não presenciou nada disso. Em sua mente, e na de seu povo, ficou apenas a imagem da menina cega raptada pelo monstro alado.&lt;br /&gt;Yana jamais voltaria a encontrar o irmão. Esteve até o fim de seus dias amaldiçoada pelo toque do último dragão de Biodak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/illume/"&gt;Ìllume&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/83549306778922208-881588562855974939?l=ervadefumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ervadefumo.blogspot.com/feeds/881588562855974939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/08/os-contos-de-biodak-o-ultimo-toque-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/881588562855974939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/83549306778922208/posts/default/881588562855974939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ervadefumo.blogspot.com/2009/08/os-contos-de-biodak-o-ultimo-toque-de.html' title='Os Contos de Biodak - O último toque de Amdu'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/Sltq--3k-0I/AAAAAAAACCY/eNU8Y-3w-uc/s72-c/ultimo+toque+amdu.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
